Guimarães: governo está otimista com votação do ajuste

Após um café da manhã na residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a base aliada está "afinada" para a votação, marcada para hoje, da MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença, parte do ajuste fiscal; "Eu acredito que nós não vamos ter surpresa. Vamos votar, acredito que votaremos bem o texto principal", comentou

Após um café da manhã na residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a base aliada está "afinada" para a votação, marcada para hoje, da MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença, parte do ajuste fiscal; "Eu acredito que nós não vamos ter surpresa. Vamos votar, acredito que votaremos bem o texto principal", comentou
Após um café da manhã na residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a base aliada está "afinada" para a votação, marcada para hoje, da MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença, parte do ajuste fiscal; "Eu acredito que nós não vamos ter surpresa. Vamos votar, acredito que votaremos bem o texto principal", comentou (Foto: Gisele Federicce)
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Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil

O governo está otimista com a votação da Medida Provisória (MP) 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença, parte do ajuste fiscal. Após um café da manhã na residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que a base aliada está "afinada" para a votação, marcada para hoje (13).

"A base está muito afinada, eu acredito que nós não vamos ter surpresa", disse Guimarães na saída do Palácio do Jaburu. "Os líderes fizeram uma manifestação coletiva. Vamos votar, acredito que votaremos bem o texto principal. A base está muito sólida, as manifestações que ouvi foram todas no sentido de que a base finalmente está se articulando, está se consolidando", avaliou.

Temer também espera um resultado positivo e disse que a expectativa é que o placar favorável ao governo seja maior que o da votação da MP 665, que alterou regras do seguro-desemprego e abono salarial, na última semana.

"A perspectiva é muito positiva. Pelos votos contados e pelas manifestações feitas, a tendência é aprovação. A tendência é que haja uma adesão maior a essa segunda MP", avaliou o vice-presidente ao chegar ao Palácio do Planalto.

O encontro na residência oficial de Temer reuniu líderes de partidos da base aliada na Câmara e no Senado e os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Previdência, Carlos Gabas; das Comunicações, Ricardo Berzoini; do Planejamento, Nelson Barbosa; do Turismo, Henrique Eduardo Alves; e da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha.

Após negociações com a base, Guimarães confirmou que a discussão sobre mudanças no fator previdenciário ficará de fora da MP que será votada hoje (13). A inclusão de uma emenda sobre o fator na MP chegou a ser cogitada durante as discussões do texto na comissão especial.

"O fator está fora [da MP 664] porque vamos instalar, após a discussão e aprovação da MP e do PL da Desoneração, o fórum para discussão dessa questão, [tão logo termine] a votação. Aprovado o ajuste, instala-se imediatamente o fórum com as centrais sindicais, com o governo, com o Congresso para discutir uma proposta concreta sobre a Previdência, não só sobre o fator", disse.

Segundo Guimarães, também houve acordos para pagamento do valor integral da pensão às viúvas (e não 50% mais 10% por dependente, como estava na proposta original) e de regras diferenciadas para pagamento de auxílio-doença a trabalhadores de pequenas e médias empresas. "Foi feita uma sugestão para não se apresentar emenda a essa MP. Na próxima, que é a 670, vamos incluir um prazo melhor para as pequenas e médias empresas, de 20 dias. Esse foi um acordo político. O PR aceitou isso. Foi uma boa negociação política", disse.

A proposta original do governo aumenta o custo das empresas com auxílio-doença de 15 para 30 dias, sem especificar regras especiais de acordo com o tamanho das empresas.

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