Interesses não podem estar acima da Lei, reage Janot

Procurador geral da República, Rodrigo Janot disse "causar espécie que vozes do Parlamento" tenham se aproveitado da CPI da Petrobras para atacar o MPF, responsável pela condução das investigações; o posicionamento de Janot é uma "indireta" contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, que quer proibir recondução do cargo de procurador; por sua vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros, quer uma CPI do MPF para investigar encontro de Janot com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo dias  antes de a lista com políticos citados na Operação Lava Jato ser enviada ao STF; Janot disse que não vai permitir que "interesses ou preocupações além do Direito" influenciem suas decisões

Procurador geral da República, Rodrigo Janot disse "causar espécie que vozes do Parlamento" tenham se aproveitado da CPI da Petrobras para atacar o MPF, responsável pela condução das investigações; o posicionamento de Janot é uma "indireta" contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, que quer proibir recondução do cargo de procurador; por sua vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros, quer uma CPI do MPF para investigar encontro de Janot com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo dias  antes de a lista com políticos citados na Operação Lava Jato ser enviada ao STF; Janot disse que não vai permitir que "interesses ou preocupações além do Direito" influenciem suas decisões
Procurador geral da República, Rodrigo Janot disse "causar espécie que vozes do Parlamento" tenham se aproveitado da CPI da Petrobras para atacar o MPF, responsável pela condução das investigações; o posicionamento de Janot é uma "indireta" contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, que quer proibir recondução do cargo de procurador; por sua vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros, quer uma CPI do MPF para investigar encontro de Janot com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo dias  antes de a lista com políticos citados na Operação Lava Jato ser enviada ao STF; Janot disse que não vai permitir que "interesses ou preocupações além do Direito" influenciem suas decisões (Foto: Leonardo Lucena)

André Richter - Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu hoje (13) às criticas de parlamentares investigados na Operação Lava Jato. Em reunião com procuradores-gerais, Janot disse "causar espécie que vozes do Parlamento" tenham se aproveitado da CPI da Petrobras para atacar o Ministério Público Federal, órgão responsável pela condução das investigações. Em discurso aos procuradores, Janot afirmou que continuará seu trabalho para garantir a independência do Ministério Público e para que os responsáveis pelos desvios na Petrobras sejam punidos.

"Causa espécie que vozes do Parlamento, aproveitando-se de uma CPI instaurada para investigar o maior esquema de corrupção já revelado no país, tenham-se atirado contra a instituição, que começa a desvelar a trama urdida contra a sociedade", disse. "Pelos esforços do Ministério Público, o esquema foi exposto ao país e será também pela nossa atuação que os verdadeiros culpados irão responder judicialmente e sofrerão as penas cabíveis", completou Janot.

O procurador afirmou que não vai permitir que "interesses ou preocupações que estejam além do Direito" influenciem suas decisões. "Continuo acreditando firmemente que a grande maioria dos homens de bem que integram as nossas instituições não se quedarão inertes; que os cidadãos que pagam impostos e que cumprem com seus deveres cívicos saberão, nessa hora sombria e turva da nossa história, distinguir entre o bem e mal; entre a decência e a vilania; entre aqueles que lutam por um futuro para o país e aqueles que sabotam nosso sentimento de nação", disse.

Ontem (12), em reunião da CPI da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu mudança na lei para proibir a recondução de procuradores-gerais. Cunha criticou os pedidos de investigação apresentados por Janot, a quem acusou de ter motivação política para incluí-lo na lista dos políticos envolvidos na Lava Jato. Cunha sugeriu que a ação seria para agradar o Executivo, Durante a reunião, parlamentares apoiaram a iniciativa.

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