Juiz diz que Maluf ‘movimentava-se com aparente destreza’

Ao negar pedido da defesa do deputado Paulo Maluf (PP/SP) para cumprir pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias em prisão domiciliar, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília, Bruno Macacari, afirma que o parlamentar ‘movimentava-se com aparente destreza’ e dizia fazer caminhadas diárias de três quilômetros apenas dois meses antes de ser encarcerado; preso desde dezembro, o parlamentar foi condenado por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando foi prefeito de São Paulo (1993/1996)

Ao negar pedido da defesa do deputado Paulo Maluf (PP/SP) para cumprir pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias em prisão domiciliar, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília, Bruno Macacari, afirma que o parlamentar ‘movimentava-se com aparente destreza’ e dizia fazer caminhadas diárias de três quilômetros apenas dois meses antes de ser encarcerado; preso desde dezembro, o parlamentar foi condenado por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando foi prefeito de São Paulo (1993/1996)
Ao negar pedido da defesa do deputado Paulo Maluf (PP/SP) para cumprir pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias em prisão domiciliar, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília, Bruno Macacari, afirma que o parlamentar ‘movimentava-se com aparente destreza’ e dizia fazer caminhadas diárias de três quilômetros apenas dois meses antes de ser encarcerado; preso desde dezembro, o parlamentar foi condenado por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando foi prefeito de São Paulo (1993/1996) (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - Ao negar pedido da defesa do deputado Paulo Maluf (PP/SP) para cumprir pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias em prisão domiciliar, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília, Bruno Macacari, afirma que o parlamentar ‘movimentava-se com aparente destreza’ e dizia fazer caminhadas diárias de três quilômetros apenas dois meses antes de ser encarcerado. Preso desde dezembro, o parlamentar foi condenado por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando foi prefeito de São Paulo (1993/1996). 

“Ao contrário, como se vê do vídeo disponível por meio do link que já colacionei, o custodiado, repito, movimentava-se com aparente destreza, dizendo de sua boa condição física, que o permitia caminhar três quilômetros diariamente, tudo a indicar que era prescindível todo esse aparato médico, tanto que nada foi alegado pelos seus patronos a respeito da existência de tal estrutura em domicílio”, anotou.

A defesa de Maluf tem apelado para que ele possa cumprir a sentença em regime domiciliar. Advogados argumentam que o deputado tem câncer e problemas cardíacos e a penitenciária não tem condições de atendê-lo em caso de emergência médica.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay, que defende Maluf, afirmou que, "embora reconheça as graves enfermidades e seja do seu conhecimento a idade avançada do detento, 86 anos, Sua Excia considera que o sistema carcerário da Papuda é suficientemente capaz de dar condições de segurança ao Dr Paulo. Mesmo reconhecendo que no dia a dia o deputado tem que ser ajudado, tratado, auxiliado por um outro detento que é médico". Relato publicado no blog do Fausto Macedo.

"Ou seja reconhece o Sua Excia que o sistema carcerário não possui médico e nem assistência apos as 16 hs ate as 9 hs ,mas entende que um outro preso , que é médico, pode lhe prestar assistência. A defesa , perplexa, registra que os laudos apresentados, a nosso ver, evidencia a absoluta impossibilidade da manutenção, com segurança, do Dr Paulo Maluf no sistema carcerário".

De acordo com o defensor, "a prisão domiciliar neste caso é mais do que uma decisão humanitária, é uma questão de direito e justiça. A defesa, que não entende de medicina, viu atônita a decisão citar um programa de televisão do qual o Dr Paulo participou tempos atrás como fundamento da sua manutenção na prisão".

"Continuamos a acreditar no Poder Judiciário e temos a firme convicção de que o Dr Paulo poderá não suportar o que esta sendo imposto a ele. À defesa cabe alertar e recorrer. É preocupante que a decisão cite expressamente a necessidade de ajuda de um outro detento. É o Estado admitindo sua falência. Acreditamos que o Tribunal de Justiça de Brasilia tenha uma visão mais humana e mais condizente com o direito".

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