Maia: Congresso não aprovará aumento de tributos

A posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já expõe o racha entre membros do governo Michel Temer com a greve dos caminhoneiros; o parlamentar também classificou como "irresponsável" a fala do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que confirmou a possibilidade de haver uma alta de tributos

A posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já expõe o racha entre membros do governo Michel Temer com a greve dos caminhoneiros; o parlamentar também classificou como "irresponsável" a fala do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que confirmou a possibilidade de haver uma alta de tributos
A posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já expõe o racha entre membros do governo Michel Temer com a greve dos caminhoneiros; o parlamentar também classificou como "irresponsável" a fala do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que confirmou a possibilidade de haver uma alta de tributos (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (29) que o Congresso Nacional não aprovará um aumento de tributos para compensar a redução no preço do diesel. De acordo com o parlamentar, foi "irresponsável" a fala do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que nesta segunda (28) confirmou a possibilidade de haver uma alta de tributos para fazer a compensação.

"Não vai ter [aumento de imposto] porque isso aqui é uma democracia e ele [Guardia] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável, num momento de crise em que se está tentando debelar, diminuir a mobilização, tentar colocar o Brasil no eixo novamente, ele vem falar em aumento de imposto", disse o democrata.

Segundo Maia, Guardia "sabe muito bem que no Congresso não haverá aumento de impostos" e deveria ter proposto outras saídas. "De jeito nenhum [a Câmara vai aprovar aumento de imposto]. Não tem a menor chance. Enquanto eu for presidente da Câmara não se vai votar nenhum aumento de imposto. Os brasileiros pagam impostos demais, ninguém aguenta pagar mais imposto. Vamos discutir a redução do tamanho do Estado", acrescentou.

O deputado disse haver outras maneiras de reequilibrar a conta, que não seja o aumento de tributos. "Ele tem receita do fundo soberano, ele tem receita da cessão onerosa, que está tramitando em um projeto na Câmara. O que nós não podemos é que na hora que as coisas começam a caminhar para uma solução se colocar mais gasolina nesse problema. Então, eu acho que ele errou ontem. Não adianta falar apenas para os investidores, tem que começar a falar para os brasileiros", complementou.

Para Maia, "não há a menor chance" de a Câmara aprovar aumento de imposto e defendeu a redução do tamanho do estado.

Negociação

Entre os pontos negociados para que os caminhoneirs voltem ao trabalho está a redução do preço diesel em R$ 0,46 pelo prazo de 60 dias. Depois desse período, o preço do diesel será ajustado mensalmente, de acordo com a política de preços da Petrobras e o governo manterá o subsídio de R$ 0,46.

De acordo com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, “não haverá congelamento dos preços. Eles ficarão fixos por 60 dias e depois serão alterados para cima ou para baixo, dependendo do preço no mercado internacional e da taxa de câmbio”.

A redução de preço do diesel será viabilizada mediante redução de tributos e a criação de um programa de subvenção ao diesel.

*Com Agência Brasil

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