Miguel Jorge: Lobby por empresas brasileiras é legítimo

Em depoimento à CPI do BNDES, o ex-ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge defendeu iniciativas de promover empresas brasileiras no exterior e classificou esse tipo de operação como lobby legítimo, feito por todos os países; "É lamentável que o termo lobby, que não tem essa conotação negativa em outros países, tenha sido demonizado recentemente no Brasil", afirmou; ele foi citado em e-mails da Odebrecht sobre suposto lobby feito pelo ex-presidente Lula junto ao presidente da Namíbia em favor da construtora

Em depoimento à CPI do BNDES, o ex-ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge defendeu iniciativas de promover empresas brasileiras no exterior e classificou esse tipo de operação como lobby legítimo, feito por todos os países; "É lamentável que o termo lobby, que não tem essa conotação negativa em outros países, tenha sido demonizado recentemente no Brasil", afirmou; ele foi citado em e-mails da Odebrecht sobre suposto lobby feito pelo ex-presidente Lula junto ao presidente da Namíbia em favor da construtora
Em depoimento à CPI do BNDES, o ex-ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge defendeu iniciativas de promover empresas brasileiras no exterior e classificou esse tipo de operação como lobby legítimo, feito por todos os países; "É lamentável que o termo lobby, que não tem essa conotação negativa em outros países, tenha sido demonizado recentemente no Brasil", afirmou; ele foi citado em e-mails da Odebrecht sobre suposto lobby feito pelo ex-presidente Lula junto ao presidente da Namíbia em favor da construtora (Foto: Aquiles Lins)
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Agência Câmara - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, o ex-ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, defendeu há pouco iniciativas de promover empresas brasileiras no exterior e classificou esse tipo e operação como lobby legítimo, feito por todos os países.

"É lamentável que o termo lobby, que não tem essa conotação negativa em outros países, tenha sido demonizado recentemente no Brasil. Lobby é tentativa de convencimento por meios lícitos. É a reunião pública, que pode ser publicada e assistida por jornalistas", disse.

O ex-ministro se referia ao fato de empresários que atuaram como intermediários entre empreiteiras e a Petrobras, muitos deles acusados de pagamento de propina, serem identificados como "lobistas" pelos meios de comunicação.

Ele fez a afirmação ao responder a uma pergunta do deputado Carlos Melles (DEM-MG) sobre a suspeita de que teria havido lobby para favorecer a empreiteira Odebrecht. "E o lobby da Namíbia? Não foi um pouco além do recomendável?" questionou o deputado.

O nome do ex-ministro aparece em e-mails do presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, interceptados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Em conversas com executivos da empreiteira, em 2009, a respeito do projeto de construção de uma hidrelétrica na África, Miguel Jorge diz que "o PR fez o lobby". As iniciais foram interpretadas pela Polícia Federal como "presidente da República".

Na época, um consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht e Engevix, junto com as estatais Furnas e Eletrobras, tinha interesse na construção da hidrelétrica de Baynes, no rio Cunene, entre Namíbia e Angola, um investimento de 800 milhões de dólares promovido pelo governo da Namíbia. O presidente do país africano era Hifikepunye Pohamba, que foi recebido por Lula em almoço no Itamaraty em fevereiro de 2009.

Miguel Jorge explicou o episódio. Segundo ele, um dos executivos da Odebrecht era um jornalista que havia sido seu subordinado no jornal O Estado de S. Paulo. "A Odebrecht tinha interesse em uma obra na Namíbia. Eu tive uma conversa com o presidente [Pohamba] durante um almoço com 300 pessoas e disse a ele que tínhamos interesse em uma obra na Namíbia. Ele respondeu que sabia e que tinha interesse que o Brasil participasse da concorrência", relatou.

O ex-ministro classificou a iniciativa como legítima e deu exemplos de lobbies semelhantes feitos por outros governos. "O presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, ligou para o então presidente Itamar Franco para oferecer equipamentos americanos para o Sistema de Vigilância da Amazônia. A rainha da Inglaterra veio ao Brasil na década de 70 para vender aviões ingleses. O Sarkozy [ex-presidente da França] lutou para que o Brasil comprasse caças Rafale. Eles podem ser acusados de fazer lobby?" perguntou.

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