Ministra da AGU contesta Planalto e diz que não tinha nenhuma solução na gaveta

A ministra da AGU (Advocacia-Geral da União), Grace Mendonça, negou em nota que tivesse uma solução na gaveta para as pressões de Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) sobre Marcelo Calero, ex-titular da Cultura; versão contraria o que o Planalto vem dizendo sobre o assunto; "A Advogada-Geral da União reafirma peremptoriamente que não há qualquer possibilidade de construir qualquer solução jurídica que não seja fundamentada na Constituição da República e no ordenamento jurídico pátrio"; veja a íntegra da nota

AGu Grace Mendonça
AGu Grace Mendonça (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A ministra da AGU (Advocacia-Geral da União), Grace Mendonça, negou em nota que tivesse uma solução na gaveta para as pressões de Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) sobre Marcelo Calero, ex-titular da Cultura. A versão contraria o que o Planalto vem dizendo sobre o assunto. "A Advogada-Geral da União reafirma peremptoriamente que não há qualquer possibilidade de construir qualquer solução jurídica que não seja fundamentada na Constituição da República e no ordenamento jurídico pátrio", disse.

Confira abaixo a íntegra da nota: 

Sobre as declarações do ex-ministro da Cultura veiculadas recentemente, a Advogada-Geral da União, Grace Mendonça, vem a público afirmar que jamais recebeu orientações para direcionamento nas manifestações da Advocacia-Geral da União e que tampouco aceitaria qualquer tipo de interferência na atuação independente e técnica do corpo jurídico da instituição. Qualquer afirmação em contrário é inverídica e leviana.

O que consta a respeito do caso noticiado é um pedido para avaliar uma possível divergência jurídica entre órgãos da administração, uma vez que dirimir conflitos jurídicos é uma das funções da AGU.

As eventuais questões jurídicas relacionadas ao caso foram examinadas pela própria Procuradoria do Iphan, órgão competente para analisá-las.

Tecnicamente, a unidade entendeu que a presidente do Iphan é competente para a anulação de ato da Superintendência estadual e que poderia decidir o caso concreto, conforme os critérios que a área técnica entendesse pertinentes.

Noutras palavras, a AGU, no caso, atuou dentro dos estritos limites de sua competência constitucional, pelo seu órgão setorial competente (Procuradoria junto ao Iphan), e tendo como parâmetro a legislação de regência, sem qualquer tipo de interferência ou pressão.

Como servidora pública, membro da AGU, com reputação ilibada e trajetória profissional marcada por uma atuação ética e voltada ao interesse público e da instituição a qual representa há 15 anos, Grace Mendonça considera irresponsável o envolvimento de seu nome no episódio e insensatas as declarações veiculadas.

A Advogada-Geral da União reafirma peremptoriamente que não há qualquer possibilidade de construir qualquer solução jurídica que não seja fundamentada na Constituição da República e no ordenamento jurídico pátrio.

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