Ministra do STJ nega pedido de Cunha para ser transferido para Brasília

Segundo o STJ, o ex-deputado pediu a transferência para Brasília com o argumento que a família dele mora na capital federal; além disso, Cunha alegou que é réu em processo na Justiça Federal de Brasília; no entanto, a ministra do STJ seguiu o entendimento da Justiça Federal em Brasília e manteve Cunha detido em Curitiba "pois sua influência seria menor na capital paranaense do que em Brasília ou no Rio de Janeiro"

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é escoltado por policiais federais em Curitiba 20/10/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é escoltado por policiais federais em Curitiba 20/10/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Charles Nisz)

247 - A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negou um pedido da defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele fosse transferido de Curitiba (PR) para um presídio em Brasília.

Preso em outubro de 2016 por sentença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, Cunha já havia sido cassado pelo Câmara. Segundo o STJ, o ex-deputado pediu a transferência para Brasília com o argumento que a família dele mora na capital federal. Além disso, Cunha alegou que é réu em processo na Justiça Federal de Brasília.

A Justiça de Brasília já havia negado pedido similar feito pela defesa de Cunha em novembro de 2017. Na ocasião, o juiz substituto da 10ª Vara Ricardo Augusto Soares Leite negou o pedido por conta da influência política de Cunha. "Segundo a ministra [Laurita Vaz], o requerimento foi indeferido pelo juiz do DF, entre outros motivos, devido aos indícios de influência política do ex-deputado, pois sua influência em Curitiba seria menor do que em Brasília ou no Rio de Janeiro", informou o STJ.

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