MP investiga se distritais atrapalharam investigação de CPI dos Transportes

O Ministério Público (MPDFT) analisa se os deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) para barrar as investigações da CPI dos Transportes motivou a abertura de um inquérito que tramita no Conselho Especial do TJDFT; segundo interceptações telefônicas, como integrantes da CPI, os parlamentares tentaram atrapalhar as apurações da comissão para blindar seus partidos; a Justiça determinou, no ano passado, a suspensão da licitação por indícios de ilegalidades no processo de contratação de empresas

O Ministério Público (MPDFT) analisa se os deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) para barrar as investigações da CPI dos Transportes motivou a abertura de um inquérito que tramita no Conselho Especial do TJDFT; segundo interceptações telefônicas, como integrantes da CPI, os parlamentares tentaram atrapalhar as apurações da comissão para blindar seus partidos; a Justiça determinou, no ano passado, a suspensão da licitação por indícios de ilegalidades no processo de contratação de empresas
O Ministério Público (MPDFT) analisa se os deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) para barrar as investigações da CPI dos Transportes motivou a abertura de um inquérito que tramita no Conselho Especial do TJDFT; segundo interceptações telefônicas, como integrantes da CPI, os parlamentares tentaram atrapalhar as apurações da comissão para blindar seus partidos; a Justiça determinou, no ano passado, a suspensão da licitação por indícios de ilegalidades no processo de contratação de empresas (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O Ministério Público (MPDFT) analisa se os deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB) para barrar as investigações da CPI dos Transportes motivou a abertura de um inquérito que tramita no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Segundo interceptações telefônicas, como integrantes do colegiado, os parlamentares tentaram atrapalhar as apurações da comissão para blindar seus partidos. A Justiça determinou, no ano passado, a suspensão da licitação por indícios de ilegalidades no processo de contratação de empresas.

A investigação começou em janeiro do ano passado, quando a Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Decap) fez uma operação em busca de provas de irregularidades na licitação do transporte público em Brasília. A concorrência pública para a renovação do sistema ocorreu em 2012, durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB).

Os distritais Ricardo Vale e Rafael Prudente votaram contra o relatório final da CPI dos Transportes, que pedia o indiciamento de 17 pessoas e recomendava a suspensão da licitação. Mas o texto acabou aprovado por 3 votos a 2. 

Eles refutaram as acusações, conforme relato do Correio. Segundo Ricardo do Vale, o MP quer que os dois parlamentares paguem "cestas básicas por conta do entendimento acerca do relatório final na CPI dos Transportes". "O Ministério Público questiona o meu voto em uma comissão? Isso é um absurdo", disse Ricardo. "O voto foi preparado pela equipe técnica, com base em pareceres do próprio Judiciário, tudo dentro da legalidade", complementou.

O deputado Rafael Prudente também rejeita as suspeitas. "A CPI era composta por cinco membros e durou quase um ano. É normal haver divergências de entendimento dentro da comissão. Ao fim da CPI, houve a apresentação do relatório com o qual não concordei; por isso, apresentei um voto em separado, detalhando todos os pontos dos quais eu discordava", afirmou.

Em seu documento, ele afirmou que defendeu a realização de uma auditoria no sistema e recomendou a suspensão do contrato de uma das bacias. "Fiz minha parte e dei o meu melhor durante aquela CPI", disse.

 

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