MPF investiga uso indevido de dados de clientes por redes de farmácias

O Ministério Público do Distrito Federal vai questionar as 10 principais redes de farmácias de todo o Brasil serão a respeito do que fazem com as informações de compras dos clientes; é que essas informações ficam ligadas ao número de CPF que as pessoas informam para obter desconto; levantamento vai mostrar se as corporações fornecem, de forma indevida, o histórico de compras a outros comércios interessados, a exemplo dos planos de saúde

O Ministério Público do Distrito Federal vai questionar as 10 principais redes de farmácias de todo o Brasil serão a respeito do que fazem com as informações de compras dos clientes; é que essas informações ficam ligadas ao número de CPF que as pessoas informam para obter desconto; levantamento vai mostrar se as corporações fornecem, de forma indevida, o histórico de compras a outros comércios interessados, a exemplo dos planos de saúde
O Ministério Público do Distrito Federal vai questionar as 10 principais redes de farmácias de todo o Brasil serão a respeito do que fazem com as informações de compras dos clientes; é que essas informações ficam ligadas ao número de CPF que as pessoas informam para obter desconto; levantamento vai mostrar se as corporações fornecem, de forma indevida, o histórico de compras a outros comércios interessados, a exemplo dos planos de saúde (Foto: Voney Malta)

Blog da Sílvia Tereza - As 10 principais redes de farmácias de todo o Brasil serão questionadas pelo Ministério Público do Distrito Federal a respeito do que fazem com as informações de compras dos clientes. Essas informações ficam ligadas ao número de CPF que as pessoas informam para obter desconto.

Segundo o MPDF, esse tipo de levantamento vai mostrar se as corporações fornecem, de forma indevida, o histórico de compras a outros comércios interessados, a exemplo dos planos de saúde. As investigações ocorrem desde novembro de 2017, quando o Ministério Público do DF criou a comissão de Proteção dos Dados Pessoais.

O coordenador dessa comissão, promotor Frederico Meinberg, explica que as investigações ainda estão em fase inicial e que essa é uma preocupação em todo o mundo.

Nas principais lojas farmacêuticas de todo o país, é comum o atendente pedir o número do CPF do cliente, para conceder o desconto sobre o produto. Neste caso, o promotor Frederico Meinberg defende que cada pessoa tem o direito de fornecer os dados, desde que esteja consciente dos riscos. Caso contrário, pode pedir o desconto mesmo sem ter que dar o número do CPF.

O promotor alerta que, em casos de remédios controlados, é obrigatório o fornecimento dos dados, para controle da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mas, na compra de remédios comuns, itens de higiene e cosméticos, o cliente não é obrigado a repassar essas informações.

Caso as investigações confirmem o uso indevido dos dados de clientes, o Ministério Público pode propor um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta às redes de farmácia. Se elas não assinarem o termo, podem se tornar alvo de ação civil pública.

 

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