MST repudia ação da PM-DF e convocação das Forças Armadas por Temer

O MST divulgou nota dizendo que ação "desmedida" da PM-DF no protesto contra Temer "resultou em inúmeros feridos, entre eles o militante do MST de Goiás, Clementino Neto, que foi ferido por um tiro de bala de borracha no olho esquerdo e está internado em estado grave no Hospital de Base de Brasília, com grande risco de perder a visão deste olho"; "Também denunciamos e repudiamos a ilegal convocação das Forças Armadas, feita para suposta proteção da lei e da ordem, mas que na prática instaurou Estado de Exceção em Brasília até o dia 31/05. Essa expressão máxima do autoritarismo é completamente absurda e injustificável, sendo imprescindível sua imediata revogação"

24/5/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
24/5/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O MST divulgou nota repudiando a ação da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) contra manifestantes que protestavam, nesta quarta-feira (24), contra Michel Temer. 
 
"A ação desmedida resultou em inúmeros feridos, entre eles o militante do MST de Goiás, Clementino Neto, que foi ferido por um tiro de bala de borracha no olho esquerdo e está internado em estado grave no Hospital de Base de Brasília, com grande risco de perder a visão deste olho", diz o texto.
 
"Também denunciamos e repudiamos a ilegal convocação das Forças Armadas, feita para suposta proteção da lei e da ordem, mas que na prática instaurou Estado de Exceção em Brasília até o dia 31/05. Essa expressão máxima do autoritarismo é completamente absurda e injustificável, sendo imprescindível sua imediata revogação", continua.
 
De acordo com a nota, "tais atitudes configuram-se em evidente criminalização das lutas dos movimentos populares por parte dos governos de Temer e Rollemberg, que não mediram esforços armados para atingir o povo que foi as ruas lutar por seus direitos".
 
"O MST se solidariza com os militantes que também sofreram com esse violento ataque aos movimentos populares e reforça a necessidade de eleições diretas já!".

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