Não existe ambiente político para impeachment hoje em Brasília

"Embora o governo esteja muito mal avaliado, não surgiram fatos graves que mobilizem os brasilienses para pedir o afastamento de Rollemberg", escreve o jornalista Hélio Doyle, do Jornal de Brasília; ele destaca que "não se aprova o impedimento de um governante legitimamente eleito sem mais nem menos, por simples vontade de uma maioria parlamentar de dois terços", sem que tenha "apoio da maioria da população"; ainda mais, completa Doyle, "quando se vê que, saindo o governador, quem assume é o vice Renato Santana, que já dispensa apresentações e obedece às ordens do deputado Rogério Rosso — ligado ao ainda deputado Eduardo Cunha e outros envolvidos em casos de corrupção e delação premiada"

Rodrigo Rollemberg concede entrevista para apresentar o diagnóstico e o mapa de riscos do Distrito Federal, a sua esquerda o vice-governador Renato Santana (José Cruz/Agência Brasil)
Rodrigo Rollemberg concede entrevista para apresentar o diagnóstico e o mapa de riscos do Distrito Federal, a sua esquerda o vice-governador Renato Santana (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

Brasília 247 – Em um novo artigo sobre as denúncias de corrupção que surgiram contra o governo do Distrito Federal, o jornalista Hélio Doyle atesta que não existe ambiente político para impeachment hoje em Brasília, como sonham alguns parlamentares da capital federal. Ontem, ele avaliou que, como ocorre no cenário político nacional, trama-se um golpe contra Rodrigo Rollemberg (leia aqui).

"Embora o governo esteja muito mal avaliado e a imagem do governador seja negativa para a maioria da população, não surgiram fatos graves que mobilizem os brasilienses para pedir o afastamento de Rollemberg" diz. "Não se aprova o impedimento de um governante legitimamente eleito sem mais nem menos, por simples vontade de uma maioria parlamentar de dois terços", sem que tenha "apoio da maioria da população", completa.

Doyle alerta ainda para o que viria depois de um suposto impeachment contra Rollemberg. "Ainda mais quando se vê que, saindo o governador, quem assume é o vice Renato Santana, que já dispensa apresentações e obedece às ordens do deputado Rogério Rosso — ligado ao ainda deputado Eduardo Cunha e outros envolvidos em casos de corrupção e delação premiada".

Para o jornalista, mesmo que não consiga consumar o impeachment contra o governador, a oposição visa, com essa tentativa, desgastar sua imagem para a disputa à reeleição, a fim e inviabilizá-la.

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