“Não existe meio foro”, diz Randolfe Rodrigues

Relator da proposta que extingue a prerrogativa de foro privilegiado, o senador Randolfe Rodrigues diz que não há mais espaço para esse tipo de proteção na política brasileira e promete se empenhar para combatê-la; "Se nós perdermos a batalha do foro no Congresso, não descarto a possibilidade de irmos ao Supremo. Eu penso nisso e o meu partido pensa nisso, mas nós vamos primeiro jogar todas as nossas cartas em quem tem a responsabilidade de enfrentar o tema, que é o Congresso", comenta

Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) concede entrevista.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) concede entrevista. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Giuliana Miranda)

Brasília 247 - Após ter sofrido um revés no processo de aprovação do fim do foro privilegiado para autoridades no país, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2013, que trata do tema no Senado, afirma que trabalhará para evitar mais protelações. Ele promete entregar o novo parecer, no qual manterá o texto do projeto anterior, na quarta-feira, e, se houver vontade política, é possível que seja apreciado até o fim do mês.

As informações são de reportagem de Natália Lambert no Corrio Braziliense.

"Além da luta no Parlamento, o senador do Amapá afirma que, se os parlamentares não extinguirem a prerrogativa de função, estuda ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar uma mudança.

'Se nós perdermos a batalha do foro no Congresso, não descarto a possibilidade de irmos ao Supremo. Eu penso nisso e o meu partido pensa nisso, mas nós vamos primeiro jogar todas as nossas cartas em quem tem a responsabilidade de enfrentar o tema, que é o Congresso', comenta. 'Mas só seremos vitoriosos se o povo se mobilizar', acrescenta.

Confortável na Rede Sustentabilidade, o senador de 44 anos pretende disputar a reeleição no ano que vem e comenta que não há nome melhor para se candidatar à Presidência da República que o da presidente do partido, Marina Silva. 'Ela é o retrato do povo pobre brasileiro. Tem sensibilidade social para governar o país e, ao mesmo tempo, tem a responsabilidade com a retomada do crescimento econômico.'"

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