Obras emergenciais são insuficientes para o DF enfrentar crise hídrica

O governo do Distrito Federal estima que não tem condição de enfrentar o período de seca com o atual volume dos reservatórios, mesmo com a possibilidade de captar água do Lago do Paranoá; tanto o reservatório de Descoberto como o de Santa Maria estão com níveis de água abaixo dos 50% da capacidade; secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio admitiu novamente a hipótese de os consumidores ficarem mais do que só um dia sem água

O governo do Distrito Federal estima que não tem condição de enfrentar o período de seca com o atual volume dos reservatórios, mesmo com a possibilidade de captar água do Lago do Paranoá; tanto o reservatório de Descoberto como o de Santa Maria estão com níveis de água abaixo dos 50% da capacidade; secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio admitiu novamente a hipótese de os consumidores ficarem mais do que só um dia sem água
O governo do Distrito Federal estima que não tem condição de enfrentar o período de seca com o atual volume dos reservatórios, mesmo com a possibilidade de captar água do Lago do Paranoá; tanto o reservatório de Descoberto como o de Santa Maria estão com níveis de água abaixo dos 50% da capacidade; secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio admitiu novamente a hipótese de os consumidores ficarem mais do que só um dia sem água (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O governo do Distrito Federal estima que não tem condição de enfrentar o período de seca com o atual volume dos reservatórios, mesmo com a possibilidade de captar água do Lago do Paranoá. De acordo com o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, a situação "não está tranquila".

Até às 9h30, o reservatório do Descoberto (principal do DF) estava em 43,60% da capacidade, e o de Santa Maria, em 47,60%. "O certo seria que os níveis estivessem próximo de 100%", afirmou Sampaio. "Não vamos começar [o período de seca, de maio a outubro] com uma situação confortável, não". A entrevista foi concedida ao G1.

O titular da pasta admitiu novamente a hipótese de os consumidores ficarem mais do que só um dia sem água. "Se não conseguirmos economizar de forma espontânea, o governo infelizmente terá que lançar mão de outras medidas para que o consumo diminua a força. Em tese, poderia chegar a aumentar o período de racionamento", acrescentou.

Obra no Paranoá

O governo do Distrito Federal informou que instalação dos equipamentos necessários para captar água do Lago Paranoá deve ficar pronta em seis meses e custar cerca de R$ 50 milhões. Detalhes do projeto foram entregues ao Ministério da Integração, que deve liberar dinheiro para as construções.

Parte das construções será financiada com o dinheiro da tarifa de contingência, que deixa a conta de água e de esgoto 20% mais cara e que já rendeu ao governo pelo menos R$ 9,6 milhões. O governo estima que as obras emergenciais para captar água no Paranoá e no Bananal tragam um reforço de 1,4 mil litros por segundo. 

"Essa é uma obra que é possível ser feita num prazo de 180 dias e, para que se enquadre na emergência do Ministério da Integração, ela precisa realizada nesse prazo máximo", disse o governador Rodrigo Rollemberg.

 

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