Para deputado, "Polícia Legislativa é despreparada"

Deputado federal pelo PT-RS, Marcon (foto) criticou a Polícia Legislativa que ameaçou o prender durante confusão entre policiais e manifestantes que protestavam contra a Vale na Câmara; quatro foram presos, após espalharem lama nas paredes do hall; outro deputado, Padre João (PT-MG), também tentou evitar a violência policial; os dois congressistas foram agredidos; “São pessoas que estão no desespero, que perderam casa, perderam família, que vieram aqui para chamar a atenção das autoridades", disse Marcon, para quem a polícia é “despreparada e mal educada”

Deputado federal pelo PT-RS, Marcon (foto) criticou a Polícia Legislativa que ameaçou o prender durante confusão entre policiais e manifestantes que protestavam contra a Vale na Câmara; quatro foram presos, após espalharem lama nas paredes do hall; outro deputado, Padre João (PT-MG), também tentou evitar a violência policial; os dois congressistas foram agredidos; “São pessoas que estão no desespero, que perderam casa, perderam família, que vieram aqui para chamar a atenção das autoridades", disse Marcon, para quem a polícia é “despreparada e mal educada”
Deputado federal pelo PT-RS, Marcon (foto) criticou a Polícia Legislativa que ameaçou o prender durante confusão entre policiais e manifestantes que protestavam contra a Vale na Câmara; quatro foram presos, após espalharem lama nas paredes do hall; outro deputado, Padre João (PT-MG), também tentou evitar a violência policial; os dois congressistas foram agredidos; “São pessoas que estão no desespero, que perderam casa, perderam família, que vieram aqui para chamar a atenção das autoridades", disse Marcon, para quem a polícia é “despreparada e mal educada” (Foto: Leonardo Lucena)

247, com Agência Brasil - Quatro pessoas envolvidas em um protesto contra a Vale, no início da tarde desta quarta-feira (25),  na Câmara dos Deputados, em razão do rompimento da barragem de Mariana, estão presas no Departamento de Polícia Legislativa da Casa. Os quatro manifestantes entraram com outras pessoas pelo Anexo 2 da Câmara e, no hall da taquigrafia, espalharam lama pelo chão e escreveram a palavra morte na parede. Os manifestantes também protestavam contra o Código da Mineração que está tramitando na Câmara.

Quando um dos atores passou lama no braço de um dos agentes, desatou-se a agressão e a prisão dos manifestantes. Houve um confronto entre agentes e participantes do protesto. Os deputados Padre João (PT-MG) e Marcon (PT-RS), que passavam pelo local no momento do incidente, tentaram evitar a violência da polícia e acabaram agredidos também. Um dos agentes chegou a ameaçar Marcon de prisão.

“São pessoas que estão no desespero, que perderam casa, perderam família, que vieram aqui para chamar a atenção das autoridades. E a segurança da Câmara tem lado: quando vieram os manifestantes [pró-impeachment], os coxinhas, a segurança da Câmara deu toda cobertura”, afirmou Marcon, que chamou a Polícia Legislativa de “despreparada e mal educada”.

A Policia Legislativa informou que está adotando os procedimentos em relação ao caso. Isso inclui verificar a identidade dos presos, o motivo de terem entrado na Câmara e possíveis precedentes criminais. 

Como se trata de crime de menor potencial de danos, os invasores serão arrolados em um termo circunstanciado – procedimento equivalente a um Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. Os manifestante, depois de liberados, devem ser convocados para dar depoimentos à Justiça.

Um dos manifestantes foi conduzido violentamente pelos agentes, chegando a ser sufocado, como mostram as imagens de um vídeo feito pela equipe do PT na Câmara. Deputados do PT - Valmir Prascidelli (PT-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e Moema Gramacho (PT-BA) - e do PSol foram ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol) buscar informações e reclamar do uso excessivo de força e do tratamento diferenciado dos agentes para cada tipo de manifestante.

Veja o vídeo:

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