Para Lira, crise no mercado sobre troca de comando da Petrobras é fabricada

Na última semana, com o aumento dos preços dos combustíveis, Bolsonaro anunciou a troca do presidente da estatal após o fim do mandato de Roberto Castello Branco

(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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Agência Câmara - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a crise no mercado financeiro em razão da troca de comando da estatal é “fabricada”. Ele negou que haja risco de uma ingerência do presidente Jair Bolsonaro nos preços dos combustíveis e afirmou que a indicação do presidente da Petrobras é uma atribuição do presidente da República. As afirmações foram feitas em uma live nesta terça-feira promovida pelo jornal Valor Econômico.

Na última semana, com o aumento dos preços dos combustíveis, Bolsonaro anunciou a troca do presidente da estatal após o fim do mandato de Roberto Castello Branco, no final deste mês. Houve reação do mercado e forte queda do valor das ações da empresa.

“É uma bolha, não vejo risco para ingerência nos preços, não há espaço para esse tipo de atitude, ainda mais de um governo que tem propostas liberais, liberal reformista, temos que suplantar com tranquilidade, vai acontecer em um ou dois dias. Não pode ser apenas uma pessoa que entenda de preços (em referência ao presidente da estatal). Além de gerar lucros, a Petrobras tem que cumprir com os objetivos de sua criação”, destacou Lira.

Lira avaliou que tem certeza de que o mercado superestima a troca de comando da Petrobras e subestima a aprovação da autonomia do Banco Central, um tema que está em discussão há 50 anos e foi aprovada na primeira semana de Lira à frente do comando da Câmara.

“Nessa crise da Petrobras, eu nunca ouvi comentário de ingerência no controle de preços, se foi certo ou errado (a demissão do presidente da estatal) é da atribuição do presidente da Republica. é uma bolha histérica que precisa ser sanada”, disse.

“Com a autonomia, o Banco Central vai dar à sociedade, ao mercado, aos investidores, uma tranquilidade de previsibilidade, de uma taxa cambial mais correta, de um acompanhamento monetário mais correto, e sem nenhum ingerência da política. Isso, com certeza, vai ajudar muito para que outras reformas sejam aprovadas”, defendeu Lira.

Privatização

Lira afirmou que a privatização da Petrobras “não é a bola da vez”, e há outras prioridades como o combate à pandemia, a garantia da imunização da população e a melhoria dos investimentos no País. O presidente destacou, no entanto, que a privatização da Eletrobras vai ser discutida em breve e vai ser feita com responsabilidade. Segundo ele, o governo deve encaminhar em breve um medida provisória sobre a privatização da empresa estatal, com a previsão de uma democratização na gestão, mais participação do capital e uma cláusula com golden share (ação de ouro), que poderia garantir ao estado brasileiro o poder de vetar alterações relacionadas a Eletrobras.

“Vamos esperar a MP, ver como ela vem, mas temos a sinalização que vem com um modelo razoável. Acho que a gente tem que se fixar na máxima de que essas privatizações tem que trazer melhoras para o Brasil e diminuição da máquina, mas com responsabilidade”, destacou Lira.

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