Augusto Aras fala em 'morte' de sem-terra para agradar Bolsonaro e ser indicado à PGR

O subprocurador-geral da República Augusto Aras, um dos candidatos à vaga de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, usou a palavra 'morte' para tentar conquistar a simpatia de Bolsonaro. Ele disse: "Se (...) adeptos desses movimentos cometem crimes (...) essas pessoas devem ser punidas civil e criminalmente. Podem até (...) ser repelidas pela legítima defesa da propriedade, que é uma excludente de criminalidade."

247 - O subprocurador-geral da República Augusto Aras, um dos candidatos à vaga de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, usou a palavra 'morte' para tentar conquistar a simpatia de Bolsonaro. Ele disse: "Se (...)adeptos desses movimentos cometem crimes (...) essas pessoas devem ser punidas civil e criminalmente. Podem até (...) ser repelidas pela legítima defesa da propriedade, que é uma excludente de criminalidade."

O colunista Reinaldo Azevedo destaca, em seu blog no portal Uol, a estranha tentativa de Aras em ganhar o cargo de procurador-geral: "Aras tinha um objetivo ao dar a entrevista: deixar claro a Bolsonaro e aos bolsonaristas que jamais flertou com as esquerdas. Afirma:
'Editaram um discurso meu numa audiência pública, no ano de 2018, versando sobre a criminalização dos movimentos sociais. Pinçaram o nome MST, como se eu fosse um defensor do MST. Certamente se eu fosse do MST eu estaria sentado no Supremo Tribunal Federal, eu não estaria me rebelando contra um estado de coisas que emerge exatamente do período em que o MST esteve criando situações de desconforto para os proprietários rurais'."

O jornalista acrescenta: "poderia ter parado por aí, e creio que isso já indicaria o seu, digamos, alinhamento com o governo, mas foi adiante ao responder se reconhecia a existência de movimentos sociais como o MST. Disse: 'Se representantes ou adeptos desses movimentos cometem crimes, atentam contra o patrimônio privado de qualquer pessoa, essas pessoas devem ser punidas civil e criminalmente. Podem até, no plano das invasões, ser repelidas pela legítima defesa da propriedade, que é uma excludente de criminalidade e pode eximir, no caso de morte, aquele que defende sua propriedade de eventual invasão e de qualquer cometimento de crime'."

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