PGR interino muda de posição, defende busca e apreensão contra líder do governo e critica Dodge

Alcides Martins, PGR interino, rebateu às críticas dos senadores e disse em resposta ao que a operação de busca e apreensão em gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), era "imprescindível". Ele ainda criticou Raquel Dodge por ter sido contra a operação

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247 - O procurador-geral da República interino Alcides Martins afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a operação de busca e apreensão em gabinetes do líder do governo no Senado,  Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), era "imprescindível" e criticou a sua antecessora, a procuradora-geral Raquel Dodge, por ter sido contrária à medida.

Segundo ele, foram encontrados documentos relevantes para as investigações. Na operação Desintegração, foram feitas buscas e apreensões no gabinete de Bezerra no Senado e na liderança do governo e na Casa, bem como no de seu filho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE). 

A resposta do procurador interino ao STF foi por conta do pedido protocolado pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), que solicitou a anulação das buscas sob o argumento de que não se justificavam.

"Apesar da manifestação contrária da então Procuradora-Geral (Raquel Dodge), entendo que se faziam presentes os requisitos para o deferimento de todas as medidas requeridas pela autoridade policial", escreveu Alcides.

Dentre outros itens encontrados, o PGR interino afirma que no gabinete do deputado Fernando Bezerra Filho havia documentos sobre um operador financeiro do esquema e sobre empresas investigadas. Também foram encontrados em outros locais comprovantes de transferências bancárias e manuscritos contendo referências a valores.

Alcides sustenta que não houve ilicitudes no cumprimento dos mandados e pede para ser rejeitado um pedido da defesa de Fernando Bezerra pela anulação das medidas.

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