PGR pede ao STF abertura de inquérito contra Jorge Kajuru por ofensas a Gilmar

Por fazer "graves acusações" ao ministro Gilmar Mendes, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) poderá responder a inquérito no Supremo Tribunal Federal

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(Foto: Agência Senado / STF)
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ConJur - Por fazer "graves acusações" ao ministro Gilmar Mendes, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) poderá responder a inquérito no Supremo Tribunal Federal. O pedido de abertura de investigação contra o parlamentar foi apresentado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, e divulgado nesta sexta-feira (14/1).

De acordo com a representação, o senador fez as afirmações "apontando suposta prática de condutas criminosas, cuja falsidade poderia caracterizar como caluniosas as acusações". As críticas constam de uma entrevista dada por Kajuru à rádio Jovem Pan em 10 de agosto de 2020. Na ocasião, o senador teria dito que palestras feitas por Mendes seriam "venda de sentença" e usado termos pejorativos para fazer referência ao ministro do STF.

"A natureza dessas declarações implica a possível prática de infração penal contra a honra, sendo necessária a elucidação do contexto de tais expressões para a compreensão da sua ligação com o exercício do mandato e o seu alcance pela imunidade material parlamentar", afirma o vice-PGR. A denúncia chegou à PGR por meio de uma notícia de fato apresentada pelo próprio ministro Gilmar Mendes.

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Segundo a o pedido apresentado pelo magistrado, "o senador da República Jorge Reis da Costa Nasser (Jorge Kajuru) teria, no dia 10 de agosto de 2020, violado a sua honra em entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan".

No vídeo da entrevista, disponível na plataforma Youtube, o parlamentar  classificou Gilmar Mendes, sem apresentar provas, como "de quinta categoria" e insinuou que o ministro venderia decisões para soltar presos.

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"A natureza dessas declarações implica a possível prática de infração penal contra a honra, sendo necessária a elucidação do contexto de tais expressões para a compreensão da sua ligação com o exercício do mandato e o seu alcance pela imunidade material parlamentar", diz Jacques de Medeiros.

A representação da PGR foi distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso e o MP também pede a preservação da entrevista concedida à emissora, em áudio e vídeo.

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