Pimenta: quem está sendo julgado pelo STF é Moro

Ao comentar a decisão da 2ª Turma do STF que manteve o ex-presidente Lula preso, o líder petista Paulo Pimenta avalia que a relação “promíscua e criminosa” entre Moro e Dallagnol já criou um mal-estar no STF, suscitando entre os ministros da Corte a intenção de adotar procedimentos para analisar detalhadamente a conduta de Moro

Brasília- DF. 25-06-2019- Deputado Paulo Pimenta durante discurso na tribuna da câmara. Foto Lula Marques
Brasília- DF. 25-06-2019- Deputado Paulo Pimenta durante discurso na tribuna da câmara. Foto Lula Marques (Foto: Lula Marques/PT)

247 - O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), ao comentar a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que negou, nesta terça-feira 25, a liberdade imediata do ex-presidente Lula em caráter liminar, proposta pelo ministro Gilmar Mendes, destacou o fato de a Suprema Corte manter como suspeito o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro. “Quem está sendo julgado é o Moro, ele não foi absolvido, a denúncia sobre sua suspeição será julgada em agosto”, disse o líder.

Em sua opinião, a suspeição de Moro, já apontada pela defesa de Lula várias vezes, foi agora confirmada com as reportagens do site The Intercept Brasil, que revelam conversas criminosas entre Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol para manipular processo e forjar provas para condenar Lula, com o objetivo de tirá-lo da eleição presidencial de 2018. “Muitos fatos virão, Moro será condenado e a sentença de Lula, anulada”, comentou Pimenta.

Juiz que virou político

Para Pimenta, a relação “promíscua e criminosa” entre Moro e Dallagnol já criou um mal-estar no STF, suscitando entre os ministros da Corte a intenção de adotar procedimentos para analisar detalhadamente a conduta de Moro. O líder petista observou que até a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já manifestou ter dúvidas sobre a conduta do ex-juiz que virou político e assumiu cargo de ministro do governo que ajudou a eleger.

Pimenta comentou que a expectativa era de que o ex-presidente Lula aguardasse em liberdade o julgamento do recurso de sua defesa no qual aponta a suspeição de Moro. A votação sobre a suspeição de Moro foi pausada e voltará a ser discutida em agosto. O ministro Gilmar Mendes Gilmar propôs que o recurso sobre Moro voltasse a ser julgado com calma, posteriormente, para que se fizesse uma análise cuidadosa a respeito também dos vazamentos do site The Intercept. Mas que enquanto isso, Lula deveria aguardar o resultado em liberdade. Porém, foi derrotado por 3 votos a 2. (Com informações do PT na Câmara)

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