Planalto considera garantido o voto de Cristovam pelo golpe

O Palácio do Planalto já tem como certo o voto do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) a favor do impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff, no final de agosto - o partido do parlamentar integra o governo Michel Temer e ocupa o Ministério da Defesa; em maio, quando votou a favor do afastamento da presidente, Cristovam afirmou que votar contra o impeachment seria "ignorar que há indícios de crime de responsabilidade" de Dilma; uma perícia do Senado, no entanto, concluiu que ela não praticou as chamadas "pedaladas fiscais"; já condenaram o golpe a OEA, veículos internacional como o NYT, El País, The Economist e Spiegel, além de nomes do trabalhismo britânico e congressistas americanos 

Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa ordinária. Em discurso, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa ordinária. Em discurso, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O Palácio do Planalto já tem como certo o voto do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) a favor do impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff, no final de agosto. A informação é da coluna de Lauro Jardim. O partido do parlamentar integra o governo Michel Temer e ocupa o Ministério da Defesa, comandado por Raul Jungmann (PE).

Em maio, quando votou a favor do afastamento definitivo da presidente Dilma, Cristovam afirmou que seu voto era moral, técnico e jurídico. Na ocasião, o parlamentar disse que votar contra o impeachment seria "ignorar que há indícios de crime de responsabilidade" de Dilma. O senador, porém, se tornou crítico do governo interino depois que Temer assumiu e admitiu a possibilidade de mudar de ideia.

Uma perícia do Senado entregue no dia 27 de junho à comissão do impeachment concluiu que Dilma não praticou as chamadas "pedaladas fiscais". O documento, assinado por três técnicos, observa que não houve ação de Dilma no atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra, uma das acusações que constam no pedido de impeachment contra a presidente.

"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediata mente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos", diz trecho do laudo (leia mais).

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