Preso no DF gerente da BR Distribuidora por cartel

A Polícia Federal (PF) prendeu cinco pessoas preventivamente (por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco) durante uma operação, para desmantelar um cartel de distribuição e revenda de combustíveis no Distrito Federal; entre os detidos está o gerente da BR Distribuidora no DF, Adão Pereira, preso durante ação no Rio de Janeiro; segundo a PF, teriam sido movimentados até R$ 1 bilhão por ano, em esquema de combinação de preços entre as principais redes de postos de combustível do Distrito Federal e do entorno

Os deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na Petrobras fazem uma visita técnica à sede da empresa no Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Os deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na Petrobras fazem uma visita técnica à sede da empresa no Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - A Polícia Federal (PF) prendeu cinco pessoas preventivamente (por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco) durante uma operação deflagrada nesta terça-feira (24) para desmantelar um cartel de distribuição e revenda de combustíveis no Distrito Federal. Dentre os detidos está o gerente da BR Distribuidora no DF, Adão Pereira, preso durante ação no Rio de Janeiro. Os mandados partiram da 1ª Vara Criminal de Brasília.

Também foram presos Antônio Matias, um dos sócios da empresa Cascol, dona de cerca de 30% dos postos de combustíveis do DF, o presidente do Sindicato dos Combustíveis do DF, José Carlos Ulhôa, e um sócio da empresa Gasolline, Cláudio Simm.  

Veja abaixo reportagem da Reuters:

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas sedes da BR Distribuidora, da Petrobras, e da Ipiranga, que pertence ao Grupo Ultra, além de ter interrogado funcionários da Shell, como parte de operação nesta terça-feira que investiga cartel na distribuição e revenda de combustíveis no Distrito Federal.

Segundo a PF, há um "sofisticada organização criminosa" que atua há "vários anos" e teria movimentado valor que pode chegar a 1 bilhão de reais por ano, em esquema de combinação de preços entre as principais redes de postos de combustível do Distrito Federal e do entorno.

"Somente a principal rede investigada vende 1,1 milhão de litros de combustível por dia, um lucro diário de quase 800 mil reais com o esquema", disse em nota a Polícia Federal, sem especificar qual seria a empresa.

A operação, com cerca de 200 policiais federais, cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, 25 conduções coercitivas e 7 prisões temporárias em endereços no DF e nas sedes da BR Distribuidora e da Ipiranga no Rio de Janeiro.

"Foi comprovado que as duas maiores distribuidoras de combustível no Brasil sabiam do cartel e estimulavam a fixação artificial de preços dos combustíveis no Distrito Federal e no entorno, por meio de seus executivos", afirmou a PF.

De acordo com a polícia, uma das principais estratégias do cartel era tornar o etanol economicamente inviável para o consumidor, mantendo valor do combustível sempre 70 por cento mais caro que o preço da gasolina, mesmo durante a safra.

"Com isso, o cartel forçava os consumidores a adquirir apenas gasolina, o que facilitava o controle de preços", explicou a PF.

Não foi possível contatar imediatamente BR Distribuidora, Ipiranga e Shell.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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