Pressionado, Alcolumbre cancela votação de projeto que pode aumentar fundo eleitoral

Após pressão de parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou a votação do projeto que abre brecha para aumentar o valor do fundo eleitoral nas eleições municipais em 2020. Marcelo Issa, presidente do Movimento Transparência Partidária, avalia que o projeto traz retrocessos na fiscalização de contas dos partidos

(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

247 - Após pressão de parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou a votação do projeto que abre brecha para aumentar o valor do fundo eleitoral nas eleições municipais em 2020. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisará o texto na próxima semana antes de passar no plenário.

Alcolumbre e alguns líderes partidários, entre eles do PDT, PT, PP e DEM, queriam aprovar o projeto ainda nesta quarta-feira. A proposta não passou  comissão alguma do Senado, o que desagradou a alguns senadores. A pressa é para que as regras sejam válidas já para as próximas eleições. 

"Nós temos que regulamentar essas eleições do próximo ano, temos a questão da anualidade. Temos que ter a responsabilidade com os candidatos do próximo ano, são milhares de candidatos”, argumentou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Am entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente do Movimento Transparência Partidária, Marcelo Issa, afirmou que o projeto traz retrocessos na fiscalização de contas dos partidos. “Se estivesse em vigor nas edições passadas, não teria sido possível detectar, por exemplo, o escândalo do laranjal”, explicou ele, em referência, ao caso que derrubou o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

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