PSOL, PCdoB e PDT se manifestam contra impeachment

Durante sessão na Câmara que instala a comissão especial do impeachment, o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que impopularidade não é motivo para impeachment; o líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), sustentou que impeachment não é solução para crise e o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), alertou para o risco de ser inaugurada uma modalidade de disputa política no Brasil, em que governos que não estão bem em popularidade sejam retirados do poder por decisões políticas

Durante sessão na Câmara que instala a comissão especial do impeachment, o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que impopularidade não é motivo para impeachment; o líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), sustentou que impeachment não é solução para crise e o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), alertou para o risco de ser inaugurada uma modalidade de disputa política no Brasil, em que governos que não estão bem em popularidade sejam retirados do poder por decisões políticas
Durante sessão na Câmara que instala a comissão especial do impeachment, o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que impopularidade não é motivo para impeachment; o líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), sustentou que impeachment não é solução para crise e o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), alertou para o risco de ser inaugurada uma modalidade de disputa política no Brasil, em que governos que não estão bem em popularidade sejam retirados do poder por decisões políticas (Foto: Gisele Federicce)

Agência Câmara - O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que neste momento não existe razões para aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Impopularidade não tira presidente da República, porque isso pode ser acusado de golpe", afirmou.

Ele disse que o partido adotará uma posição de "equilíbrio e reponsabilidade" para analisar o afastamento da presidente. Valente criticou o que chamou de "saída por cima", que seria a de criminalizar apenas alguns partidos envolvidos na Operação Lava Jato.

O líder do Psol disse ainda que o partido não concorda com a presença do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no comando da sessão de hoje. Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento apurado pela Lava Jato. Ele alega inocência.

O líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), disse que a saída para a crise política e econômica não é o impeachment da presidente. Ele alegou que não existem fatos para justificar o pedido protocolado no ano passado na Câmara. "Não há fato para o pedido de impeachment", ressaltou.

Segundo ele, "nenhum jurista sério" consideraria as pedaladas fiscais, citadas na denúncia contra a presidente Dilma Rousseff, como razões para o impeachment.

O deputado disse ainda que o pedido foi acatado pelo presidente Eduardo Cunha, denunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como retaliação ao governo. "Que legitimidade tem Vossa Excelência para encaminhar esse pedido?" questionou.

Almeida disse também que a oposição está dando mais um passo para romper a normalidade democrática. "Este não é um processo normal", afirmou. "A luta vai continuar. O impeachment não passará. O golpe não passará", concluiu Daniel Almeida.

O líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), alertou para o risco de ser inaugurada uma modalidade de disputa política no Brasil, em que governos que não estão bem em popularidade sejam retirados do poder por decisões políticas. Ele alertou que prefeitos e governadores devem se preparar, porque hoje a disputa está no governo federal, mas irá para os estados e municípios.

"Temos a clareza do momento difícil político que o Brasil atravessa, sabemos e já passamos por essa situação em outros momentos da história deste País, quando o mandato do governador Jackson Lago (MA) foi interrompido, após dois anos, com argumentos montados numa farsa para arrancá-lo do governo", disse.

O líder do PSB, deputado Fernando Coelho Filho (PE), disse que seu partido apresentou uma chapa que foi fruto de eleição interna da bancada. "A nossa postura será de respeitar o direito e a opinião de cada um, para que seja um processo o mais tranquilo possível", disse.

O líder do PRB, deputado Márcio Marinho (BA), limitou-se a recomendar o voto sim na chapa única escolhida pelos líderes para a comissão do impeachment.

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