PSOL vai à PGR contra EBC, que afastou jornalista que questionou Ministério da Saúde

O repórter da Rádio Nacional, ligada à EBC, foi afastado de cobertura sobre o coronavírus ao perguntar sobre os “critérios” de indicação de militares para os cargos no Ministério da Saúde

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247 - O PSOL pediu na quarta-feira, 10,  para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que afastou um jornalista da cobertura sobre o coronavírus após este ter questionado sobre os “critérios” de indicação de militares para os cargos no Ministério da Saúde.

A pergunta foi enviada por Whatsapp em um grupo gerenciado pela assessoria de imprensa do Ministério. "Quais critérios estão sendo usados para ocupação dos cargos comissionados no Ministério da Saúde? Militares e empresários sem nenhuma experiência em saúde pública terão condições de combater a maior pandemia dos últimos 100 anos?", indagou o repórter da Rádio Nacional.

Uma hora e meia após enviar a pergunta, uma chefe da estatal informou que ele não cobriria mais o Ministério da Saúde. A pergunta enviada pelo repórter também ficou sem resposta.

Os deputados do PSOL escreveram que "este tipo de prática de afastamento de profissional pode ser considerada perseguição política, demonstrando violação de princípios da administração pública, especialmente os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade, caracterizando, assim, a prática de ato de improbidade administrativa".

"O jornalista afastado estava cumprindo seu dever, atendendo ao interesse público diante do aparelhamento do Ministério da Saúde, em meio à crise pandêmica", reforçaram, indicando que a PGR deve agir para "impedir a censura e a perseguição contra jornalistas que estão, única e exclusivamente, exercendo seu papel profissional".

O ofício foi assinado pelos deputados Fernanda Melchionna, Ivan Valente, Luiza Erundina, Sâmia Bomfim, Áurea Carolina, Talíria Petrone, Edmilson Rodrigues, Glauber Braga, Marcelo Freixo e David Miranda.

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