Raquel Dodge estuda recorrer de decisão de Toffoli que beneficia Flávio Bolsonaro

PGR tem discutido estratégias para o possível recurso em grupos de trabalho de procuradores e pediu aos colegas um levantamento de casos potencialmente afetados

Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concede entrevista após reunião com os ministros Raul Jungmann, Torquato Jardim e Sérgio Etchegoyen sobre a segurança no Rio (Wilson Dias/Agência Brasil).
Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concede entrevista após reunião com os ministros Raul Jungmann, Torquato Jardim e Sérgio Etchegoyen sobre a segurança no Rio (Wilson Dias/Agência Brasil). (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, avalia recorrer da decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que suspendeu ações que tenham usado dados de órgãos de controle —como Coaf, Receita e Banco Central— sem autorização judicial prévia. A decisão atinge o caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem da Folha, a PGR tem discutido estratégias para o possível recurso em grupos de trabalho de procuradores e pediu aos colegas um levantamento de casos potencialmente afetados. Um dos dados buscados pelo órgão é quantos processos com réus presos poderão ser suspensos.

A decisão de Toffoli atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro. A medida aumentar as críticas sobre "blindagem" do Judiciário à família Bolsonaro. Em maio, Toffoli teve um encontro com o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para firmar o chamado "pacto" dos três Poderes. 

Por sua vez, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tem se esquivado desde o início do ano de comentar as ligações da família de Bolsonaro com milicianos e as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador. 

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