Santos Cruz recebe convites do PSDB e do PSL para entrar na política

“Não tenho conversado com ninguém, eu vou analisar só mais a frente um pouco. Essas coisas tem que ser com calma, ainda mais neste país, no Brasil. Tem que ter calma, para resolver se filiar tem que analisar bem”, disse ele

(Foto: Fabio Pozzebom - ABR)
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Do Br2pontos – O general Carlos Alberto do Santos Cruz disse neste domingo (17) que analisa as manifestações feitas pelo PSDB e pelo PSL de tê-lo entre seus filiados.

“Não tenho conversado com ninguém, eu vou analisar só mais a frente um pouco. Essas coisas tem que ser com calma, ainda mais neste país, no Brasil. Tem que ter calma, para resolver se filiar tem que analisar bem”, disse ao Congresso em Foco.

“Não é que eu tenha a intenção, mas não descarto a possibilidade, não”, declarou sobre se filiar a uma legenda e ser candidato em eleições.

No dia 30 de outubro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), comentou publicamente sobre o assunto ao ser questionado por jornalistas no evento Summit Brasil, promovido pelo jornal Estado de São Paulo. “Respeito muito o general Santos Cruz e seria sim um grande nome [para integrar o PSDB]”.

O  PSL, agora ex-partido de Jair Bolsonaro, também pretende filiar o general e deve ter uma reunião com ele nas próximas semanas quando ele voltar ao Brasil. O ex-ministro participou de eventos na Coreia do Sul e nos Estados Unidos e está fora do país desde o último dia 30.

Sobre isso, o militar disse: “é normal, os partidos quererem montar seus quadros, é normal, atividade partidária normal”.

O ex-ministro da Secretaria de Governo evitou comentar sobre o Aliança pelo Brasil, sigla que Bolsonaro tenta criar:

“Isso aí tem que ver quais são as razões que leva ele, são razões muito próprias da pessoa, nunca conversei. Não acompanhei direito também porque estou trabalhando fora desde o dia 30 do mês passado, trabalho o dia inteiro, não tenho muito tempo. Tem que ver qual a é a intenção”.

AI-5

Santos Cruz afirmou que “tem muita confusão” ao falar sobre o comentário do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, sobre o Ato Institucional número 5.

“Tem que perguntar para eles porque essas confusões aí eu procuro não me meter, é muita confusão”, desconversou.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (SP), disse em entrevista à apresentadora Leda Nagle no dia 31 de outubro que se a “esquerda radicalizar” será posto em prática o regime de restrições democráticas vivenciado na Ditadura Militar conhecido como Ato Institucional número 5.

No mesmo dia, o ministro do GSI afirmou ao jornal Estado de São Paulo que se Eduardo falou “tem que estudar como fazer isso”.

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