Saúde abre espaço para profissionais voluntários

Celso Antônio Rodrigues, 74 anos, é pneumologista e ingressou no quadro da Secretaria de Saúde em 1976; mesmo após se aposentar, ele continuou trabalhando na pasta; desde janeiro, o médico atua, como voluntário da rede pública, no programa de combate ao tabagismo, o qual ajudou a implementar no DF em 1996; portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal regulamenta a situação de Rodrigues e de outros interessados em prestar serviços na área de saúde, na sua especialização

Celso Antônio Rodrigues, 74 anos, é pneumologista e ingressou no quadro da Secretaria de Saúde em 1976; mesmo após se aposentar, ele continuou trabalhando na pasta; desde janeiro, o médico atua, como voluntário da rede pública, no programa de combate ao tabagismo, o qual ajudou a implementar no DF em 1996; portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal regulamenta a situação de Rodrigues e de outros interessados em prestar serviços na área de saúde, na sua especialização
Celso Antônio Rodrigues, 74 anos, é pneumologista e ingressou no quadro da Secretaria de Saúde em 1976; mesmo após se aposentar, ele continuou trabalhando na pasta; desde janeiro, o médico atua, como voluntário da rede pública, no programa de combate ao tabagismo, o qual ajudou a implementar no DF em 1996; portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal regulamenta a situação de Rodrigues e de outros interessados em prestar serviços na área de saúde, na sua especialização (Foto: José Barbacena)

Agência Brasília - Celso Antônio Rodrigues, de 74 anos, é pneumologista e ingressou no quadro da Secretaria de Saúde em 1976. Mesmo após se aposentar, ele continuou trabalhando na pasta. Desde janeiro, o médico atua, como voluntário da rede pública, no programa de combate ao tabagismo, o qual ajudou a implementar no DF em 1996. “Não quero que a iniciativa morra.”

Portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal dessa segunda-feira (14) regulamenta a situação de Rodrigues e de outros interessados em prestar serviços na área de saúde, na sua especialização. “Não havia nenhum instrumento que desse a oportunidade de essas pessoas atuarem naquilo em que são formadas”, explica o gerente de voluntariado da pasta, Cristian da Cruz Silva.

Com a novidade, profissionais de diversos campos, além de médicos, terão a oportunidade de colaborar no atendimento à população. A abertura vale também para áreas não necessariamente ligadas à saúde, como engenharia e comunicação.

Os interessados precisam ter registro profissional. A atividade a ser desenvolvida é em caráter espontâneo, não remunerada e sem vínculo funcional ou empregatício. Eles não poderão substituir servidores púbicos. Na prática, significa que não entrarão em escalas de atendimento, nem cobrirão férias ou afastamentos legais.

Há dias em que o pneumologista chega a cumprir a carga horária que fazia quando estava ativo, de 40 horas semanais. “Se precisam de mim, fico o dia todo”, diz o médico voluntário. Ele ministra palestras em universidades e dá cursos para profissionais de saúde e professores que queiram implementar ações de combate ao tabagismo nas instituições onde trabalham.

A secretaria dará prioridade a pedidos de inscrição de ex-servidores, como Rodrigues. “Nos impressionou a quantidade de pessoas aposentadas que procuravam as unidades interessadas em ser voluntárias”, comenta Cristian da Cruz Silva. A expectativa dele é que, até o fim do ano, pelo menos 200 profissionais se inscrevam.

Para participar, o interessado deverá acessar o Portal do Voluntariado do governo de Brasília e se inscrever em uma das ações que estarão disponíveis em breve.

As duas primeiras serão para uma capacitação geral e para áreas ligadas à administração. “A ideia é que os voluntários apadrinhem um projeto que esteja com alguma dificuldade para ser desenvolvido e apontem o que pode ser melhorado”, explica o gerente.

Segundo ele, determinadas atividades terão capacitações específicas, para garantir que o serviço seja prestado de acordo com a qualidade e o padrão adotados pela secretaria.

Cada unidade de saúde ficará encarregada de verificar os requisitos para as atividades que farão, e haverá um supervisor técnico para cada uma. O inscrito será avaliado e precisará ser aprovado antes de assinar o termo de adesão, que terá validade de um ano, prorrogável.

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