'Se Deus quiser' Lira será eleito presidente da Câmara, diz Bolsonaro

Nos últimos dias, Bolsonaro tem participado ativamente da articulação de votos para Lira

Jair Bolsonaro e Arthur Lira
Jair Bolsonaro e Arthur Lira (Foto: Reprodução)
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Sputnik - A poucos dias da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, que acontece na próxima segunda-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostrou mais uma vez abertamente o seu apoio ao candidato Arthur Lira (PP-AL) nesta quinta-eira (28).

Na cidade de Propriá, no Sergipe, o presidente participou da cerimônia de inauguração da nova ponte sobre o rio São Francisco, que liga os estados de Sergipe e Alagoas, base eleitoral de Lira, que nasceu em Maceió.

"Amigos de Sergipe, amigos de Alagoas, se Deus quiser, teremos o segundo homem na linha hierárquica do Brasil, eleito aqui no Nordeste, pela Câmara dos Deputados. O deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, [será] o nosso presidente", afirmou Bolsonaro, em discurso na cerimônia.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem participado ativamente da articulação de votos para Lira. Na última quinta-feira (21), o PSL, partido ao qual o presidente era filiado, passou a fazer parte do bloco que apoia o candidato do PP.

A mudança de posicionamento do partido aconteceu depois que um grupo de deputados que permaneceu ao lado de Bolsonaro após a sua desfiliação do PSL conseguiu a adesão de mais quatro legisladores, formando maioria de 19 deputados em uma bancada com 36 parlamentares. 

O adversário de Lira na eleição é Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que trocou diversas acusações com Bolsonaro ao longo dos últimos meses. Em uma das mais recentes, Maia disse que "Bolsonaro não tem dimensão humana", após o presidente ter questionado e debochado dos crimes de tortura sofridos pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Na mesma ocasião, em Propriá, Bolsonaro saiu em defesa do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, após o vice-presidente Hamilton Mourão ter sinalizado que alguns ministros poderiam ser demitidos, inclusive Araújo.

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