Senador aponta crime de responsabilidade de Ernesto Araújo e pede seu impeachment

O senador Telmário Mota (Pros-RR) pediu o impeachment do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sob o argumento de que as "medidas de hostilidade contra o governo da Venezuela não consultam o interesse nacional"

Telmário Mota e Ernesto Araújo
Telmário Mota e Ernesto Araújo (Foto: Esq.: EBC / Dir.: Agência Senado)
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247 - O senador Telmário Mota (Pros-RR) pediu o impeachment do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sob o argumento de que "as medidas de hostilidade contra o governo da Venezuela não consultam o interesse nacional". "As relações internacionais não são lugar para manifestações ideológicas quixotescas, mas de acentuado, prudente e responsável pragmatismo", disse o parlamentar em texto publicado no site Congresso em Foco

"A indesejável consequência das fantasias ideológicas de Ernesto Araújo é vulnerabilidade nos mais de 2 mil km de fronteira com a Venezuela. A quem isso interessa? Diante disso, comuniquei ao Presidente que tomarei as medidas cabíveis para que o Ministro seja responsabilizado por crime de responsabilidade", questionou.

O senador também criticou a política do governo Bolsonaro na fronteira entre Roraima e Venezuela. "Diferente do Ministro, que se move por fantasias ideológicas e luta contra fantasmas da sua imaginação, como o 'comunavírus', eu sou filho de Roraima. As fantasias do Ministro são nocivas à vida real do meu povo", disse. 

De acordo com o senador, "a situação somente não é mais grave porque" ele próprio, "contando com o apoio de parlamentares venezuelanos do Parlamento do Mercosul, do Chanceler da Venezuela Jorge Arreaza e do embaixador da Venezuela no Brasil Alberto Castellar", conseguiu reabrir a fronteira com aval do governo venezuelano. 

Foi uma "resposta à tentativa atabalhoada e midiática de Ernesto Araújo de impor uma ajuda humanitária fake, que visava apenas a humilhar o governo vizinho e derrubá-lo para impor um aliado incondicional dos EUA, o caricato Juan Guaidó", disse Mota. 

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