Servidores denunciam Guedes na PGR por injúria e difamação

A União dos Auditores do TCU protocolou na PGR contra o ministro Paulo Guedes (Economia) que comparou servidores públicos a “parasitas“. Para o presidente da Auditar, Wederson Moreira, “por trás dessas declarações há uma estratégia para aprovar a famigerada reforma administrativa, que tem como objetivo esconder "a precarização dos serviços prestados à sociedade”

Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes
Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - A União dos Auditores do Tribunal de Contas da União (Auditar) protocolou na quarta-feira (19) uma denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou os servidores públicos a “parasitas“. Ministro pode ser processado por injúria e difamação. De acordo com o presidente da Auditar, Wederson Moreira, a declaração do ministro, além de desrespeitar milhões de servidores, instiga o ódio e o preconceito contra aqueles que fazem a máquina pública funcionar.

“Sabemos que por trás dessas declarações há uma estratégia para aprovar a famigerada reforma administrativa, que, camuflada de uma possível economia aos cofres públicos, esconde a precarização dos serviços prestados à sociedade. Não podemos aceitar isso”, declarou Moreira.

Na representação protocolada na PGR, a Auditar ainda salienta que as declarações de Guedes refletem diretamente nas vidas profissionais de todos os servidores públicos e faz com que milhões de cidadãos fiquem mais desacreditados com os serviços fornecidos pelo Estado.

“O noticiado de forma injustificada e arbitrária ofendeu a integridade, honra e imagem dos servidores diante do país inteiro, ao afirmar que servidores públicos são como parasitas para o Estado, olvidando-se que os mesmos são os maiores responsáveis pela execução da missão pública nacional, independente do Governo e/ou do Partido que temporariamente exerce o poder”, declarou a instituição na representação.

O documento também pede para que sejam enviados os autos a juízo com propositura de ação penal. Confira o documento clicando aqui.

*Com informações da Auditar

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