Servidores técnicos da UnB entram em greve

Eles reivindicam, entre outras coisas, a não instalação do ponto eletrônico e o restabelecimento da carga horária semanal de 30 horas; alguns setores da Universidade, como a biblioteca central e a garagem, estão fechados

Eles reivindicam, entre outras coisas, a não instalação do ponto eletrônico e o restabelecimento da carga horária semanal de 30 horas; alguns setores da Universidade, como a biblioteca central e a garagem, estão fechados
Eles reivindicam, entre outras coisas, a não instalação do ponto eletrônico e o restabelecimento da carga horária semanal de 30 horas; alguns setores da Universidade, como a biblioteca central e a garagem, estão fechados (Foto: Gisele Federicce)
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Aline Valcarenghi - Repórter da Agência Brasil

Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) entraram em greve hoje (17). Eles reivindicam, entre outras coisas, a não instalação do ponto eletrônico e o restabelecimento da carga horária semanal de 30 horas. Alguns setores como a biblioteca central e a garagem da universidade estão fechados, e o restaurante universitário deve parar de funcionar amanhã (18).

O hospital universitário avalia a posssibilidade de funcionamento no período de grave, enquanto pelo menos 50% da vigilância permanecerá em operação, juntamente com o mínimo de 30% dos serviços administrativos. Técnico-administrativos de outras áreas também se mobilizam para adirir ao movimento.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Mauro Mendes, a instalação do ponto eletrônico, que está sendo pautada pela universidade, é inadequada, uma vez que, segundo ele, os servidores têm tarefas externas, e não têm horário definido.

Quanto à carga horária semanal, Mendes diz que há pelo menos 15 anos os servidores cumprem 30 horas semanais, com seis horas corridas, para assim cobrirem todos os turnos de atividades, e na atual gestão a universidade reestabeleceu a carga horária de 40 horas semanais.

Além disso, os servidores são contra o aumento da refeição de R$ 2,50 para R$ 10 no restaurante universitário, que, segundo Mendes, teve o serviço terceirizado. Eles também pedem o reconhecimento de mestrados e doutorados em países do Mercosul, que acarretam em aumentos de 42% e 72%, respectivamente, nos salários.

De acordo com a assessoria da UnB, representantes da universidade e dos servidores estão em reuniões constantes, em busca de acordos.

O movimento segue decisão da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que representa 180 mil servidores públicos de 53 universidades.

De acordo com Luiz Antônio Araújo, coordenador-geral da Fasubra, as universidades federais do Espírito Santo, de Juiz de Fora, do Acre e de Uberaba também entraram em greve, e ainda hoje será criado o comando nacional de greve, que a partir de quarta-feira (19) começará a discutir as reivindicações com o Ministério da Educação.

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