Sobre Gim Argello e a vida como ela é em Brasília

Perfil traçado pelo jornalista Luis Costa Pinto revela como Gim Argello, preso hoje na Lava Jato, foi de corretor de imóveis a um dos personagens mais influentes e ricos de Brasília; ele lembra ainda que o dinheiro achacado das empreiteiras financiou campanhas de políticos como Alberto Fraga, do DEM, que tem se posicionado a favor do impeachment e fala ainda sobre o Padre Moacir, que pedia para os fiéis cantarem o hino nacional e exorcizarem a corrupção, enquanto recebia doações levantadas por Gim

Perfil traçado pelo jornalista Luis Costa Pinto revela como Gim Argello, preso hoje na Lava Jato, foi de corretor de imóveis a um dos personagens mais influentes e ricos de Brasília; ele lembra ainda que o dinheiro achacado das empreiteiras financiou campanhas de políticos como Alberto Fraga, do DEM, que tem se posicionado a favor do impeachment e fala ainda sobre o Padre Moacir, que pedia para os fiéis cantarem o hino nacional e exorcizarem a corrupção, enquanto recebia doações levantadas por Gim
Perfil traçado pelo jornalista Luis Costa Pinto revela como Gim Argello, preso hoje na Lava Jato, foi de corretor de imóveis a um dos personagens mais influentes e ricos de Brasília; ele lembra ainda que o dinheiro achacado das empreiteiras financiou campanhas de políticos como Alberto Fraga, do DEM, que tem se posicionado a favor do impeachment e fala ainda sobre o Padre Moacir, que pedia para os fiéis cantarem o hino nacional e exorcizarem a corrupção, enquanto recebia doações levantadas por Gim (Foto: Leonardo Attuch)

Por Luis Costa Pinto, em seu Facebook

1. Gim Argello sempre foi um personagem toscamente caricato do way of life brasiliense: corretor de imóveis criado em Taguatinga, virou político local ligado a Joaquim Roriz e a Arruda. Presidiu por uns três mandatos a Câmara Legislativa, uma espécie de Gaiola das Loucas distrital. Enriqueceu. Saiu de Taguatinga para o Lago Sul, onde construiu a casa numa quadra que não existia: ou seja, grilou terras no bairro nobre da cidade. A quadra inexistente ficava nas costas da QL 12, antiga Península dos Ministros, e antes da QL 10. Como não havia forma de regularizar a invasão de ricos sem estuprar a lei de uso do solo, Argello, junto com Roriz, Arruda e boa parte dos ricos da capital, ricos legítimos e ilegítimos, criou a QL 0. Isso: a QL 0 que fica entre a 10 e a 12. Sorridente, a plutocracia canalha e hipócrita de Brasília calou sobre esse estupro às normas.

2. O dinheiro que ele recebeu achacando empreiteiras para que seus executivos não depusessem em CPIs foi desviado, em larga medida, para a o DEM. Justo para pagar parte da campanha de 2014 do deputado Alberto Fraga, um dos próceres do DEM no golpe do impeachment. E aí?

3. A Paróquia da Taguatinga, comandada pelo Padre Moacir, integra a Arquidiocese da Brasilia e é conhecida pela Festa de Pentecostes, para onde afluem todo ano milhares de fiéis - inclusive os fanáticos carismáticos do Lago Sul. A conta bancária da Paróquia, seguramente com anuência do Padre Moacir, foi usada para ocultar dinheiro de corrupção por indicação de Gim, corretor das doações que o padre pedia anualmente para a sua festa. Há um mês, mais ou menos, um pároco de igreja do Lago Sul se ajoelhou na hora do da missa e incitou os fiéis da entoar o hino nacional brasileiro como forma de exorcizar a corrupção e ajudar nos protestos do impeachment (que é golpe). Esse padre e a arquidiocese irão falar sobre a propina dada a Moisés para levar à terra prometida de Gim?

4. Gim é um cínico. Grande e gordo, tem traços de anão. Parece, fisicamente, com um boneco de anão de jardim XXL. Mas é um ser atrapalhado. E angustiado. Prender Gim pode levar, a médio prazo, ao desmascamento da sociedade brasiliense em sua parcela mais sórdida, apodrecida, vulgar, mal formada e despreparada. Esperamos isso.

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