Submetida a Moro, PF investiga celular de Moro

Para dar início ao inquérito sobre os ataques de hacker contra o ex-juiz Sergio Moro, agentes da Polícia Federal foram à sede do ministério da Justiça para extrair dados de seu aparelho celular; segundo relata o jornal O Globo, este processo permite obter o histórico de ligações e da utilização dos aplicativos, com o objetivo de rastrear a suposta origem dos ataques; o jornalista Glenn Greenwald já havia afirmado que a Globo foi 'sócia' da Lava Jato e que haverá tentativas de neutralizar o lote de informações sensíveis que ele tem em mãos

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247Para dar início ao inquérito sobre os ataques de hacker contra o ex-juiz Sergio Moro, agentes da Polícia Federal foram à sede do ministério da Justiça para extrair dados de seu aparelho celular. Segundo relata o jornal O Globo, este processo permite obter o histórico de ligações e da utilização dos aplicativos, com o objetivo de rastrear a suposta origem dos ataques. O jornalista Glenn Greenwald já havia afirmado que a Globo foi 'sócia' da Lava Jato e que haverá tentativas de neutralizar o lote de informações sensíveis que ele tem em mãos. 

A reportagem destaca que "o ministro [Sergio Moro] seguiu o conselho de Alcolumbre e vai comparecer espontaneamente ao Senado no dia 19 para prestar esclarecimentos. A tentativa de invasão foi informada por Moro à PF na terça-feira passada. Após suspeitar dos ataques, o ministro trocou de aparelho celular. É este aparelho antigo que teve seus dados extraídos para permitir o avanço da investigação, que foi aberta na semana passada pela PF."

A matéria ainda acrescenta que "depois de invadir o celular de Moro, o hacker ligou para o próprio ministro. Moro achou estranho mas, mesmo assim, atendeu. Momentos após essa ligação, o invasor acessou o Telegram de Moro. Há pelo menos dois anos o ministro não usava ao aplicativo. A partir daí, o ministro não teve dúvidas de que poderia estar sendo vítima de um golpe. Moro repassou a informação para a PF investigar o caso e trocou de linha."

 

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