Temer quer escolher novo ministro do STF já nesta semana

Com a expectativa de o STF (Supremo Tribunal Federal) definir até quarta-feira (1) o novo relator da Operação Lava Jato, Michel Temer planeja escolher o novo ministro da corte até o final da semana para anunciá-lo, no máximo, na próxima; a celeridade na escolha do ministro que irá substituir Teori Zavascki, morto num acidente aéreo no dia 19, tem como objetivo evitar a acusação de que estaria negociando um nome com trânsito político para interferir na análise dos processos e acabar com as pressões de aliados para escolher alguém ligado ao governo

Brasília - O presidente Michel Temer participa da apresentação do novo cartão Construcard, no Palácio do Planalto.(José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O presidente Michel Temer participa da apresentação do novo cartão Construcard, no Palácio do Planalto.(José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Brasília 247 - Com a expectativa de o STF (Supremo Tribunal Federal) definir até quarta-feira (1) o novo relator da Operação Lava Jato, Michel Temer planeja escolher o novo ministro da corte até o final da semana para anunciá-lo, no máximo, na próxima. A celeridade na escolha do ministro que irá substituir Teori Zavascki, morto num acidente aéreo no dia 19, tem como objetivo evitar a acusação de que estaria negociando um nome com trânsito político para interferir na análise dos processos e acabar com as pressões de aliados para escolher alguém ligado ao governo.

As informações são de reportagem de Gustavo Uribe e Valdo Cruz na Folha de S.Paulo.

"Segundo o entorno do peemedebista, antes favorito para a vaga, o nome do presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Filho, perdeu força. Na lista de preferidos do presidente, ainda figuram os nomes dos ministros Isabel Galotti, Luis Felipe Salomão e Rogério Schietti, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Temer tem confidenciado a assessores que seu escolhido não poderá representar uma afronta ao STF nem ser alvo de críticas generalizadas da opinião pública. Nas palavras de um auxiliar, ele não quer abrir zonas de atritos com esses dois grupos.

Foi por isto que, nesta segunda-feira (30), o presidente fez questão de dizer que Cármen Lúcia tomou a decisão certa ao homologar as delações da Odebrecht, apesar de seus aliados preferirem que isto ficasse a cargo do novo relator da Lava Jato.

Em conversas reservadas, Temer tem dito acreditar que o ministro Luiz Edson Fachin passe a fazer parte da 2ª Turma da corte, onde deverão ser redistribuídos os processos da Operação Lava Jato.

Caso isso não ocorra, contudo, o nome que ele indicar substituirá o ministro Teori Zavascki entre os cinco ministros que analisam os processos da Lava Jato, o que justificaria uma indicação rápida de Temer."

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