Tereza Cruvinel: Dilma tem que reconstruir sua base

"Os tempos que vêm aí não serão fáceis para ela. Não estão sendo mas ainda vai piorar. Ela vai precisa de muita boa vontade para aprovar o ajuste fiscal, no clima atual do Congresso", diz a colunista Tereza Cruvinel, que elogia a decisão da presidente de se reunir com os líderes aliados nesta manhã

"Os tempos que vêm aí não serão fáceis para ela. Não estão sendo mas ainda vai piorar. Ela vai precisa de muita boa vontade para aprovar o ajuste fiscal, no clima atual do Congresso", diz a colunista Tereza Cruvinel, que elogia a decisão da presidente de se reunir com os líderes aliados nesta manhã
"Os tempos que vêm aí não serão fáceis para ela. Não estão sendo mas ainda vai piorar. Ela vai precisa de muita boa vontade para aprovar o ajuste fiscal, no clima atual do Congresso", diz a colunista Tereza Cruvinel, que elogia a decisão da presidente de se reunir com os líderes aliados nesta manhã (Foto: Leonardo Attuch)

Por Tereza Cruvinel

A presidente Dilma finalmente faz o que já devia ter feito: hoje ela se reúne às 10 horas com todos os líderes aliados na Câmara e às 11 com os do Senado.

Por melhor que sejam os articuladores, parlamentares gostam mesmo é de uma atenção presidencial.  E não necessariamente para fazer pedidos indecentes, cobrar nomeações e quetais.  Dilma, que nunca teve uma boa coordenação política, exceto nos poucos meses em que a tarefa ficou a cargo de Ricardo Berzoini, e tem visto sua coalizão fazer água como barco furado, precisa superar sua alergia e gastar um pouco de tempo com a reconstrução da base.  Os tempos que vêm aí não serão fáceis para ela. Não estão sendo mas ainda vai piorar. Ela vai precisa de muita boa vontade para aprovar o ajuste fiscal, no clima atual do Congresso.  Sem falar na ladainha do impeachment,  que ninguém sabe onde vai dar.

Num governo de coalizão, de nada adianta jantar com os cardeais e não estar bem com os vigários de cada paróquia partidária. Está aí a birra de Renan Calheiros provando que depender dos cardeais é uma política arriscada. Até anteontem Renan era o aliado preferencial do Palácio do Planalto no Congresso. Em dois dias, aplicou dois socos pesados em Dilma. Por que será?

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