Vanessa: Plebiscito não é panaceia, mas resposta ao impasse do golpe

“O tema central das discussões dos nossos debates é a necessidade de fortalecemos a bandeira de recuperação da democracia. E o único caminho possível é a realização de um plebiscito em que a população diga se quer ou não antecipar as eleições”, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); “Essa proposta não é uma panaceia, mas concretamente descortina uma alternativa que dá resposta ao impasse a que o golpe empurrou o país”, enfatizou

Plenário do Senado durante sessão não deliberativa. Em discurso, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão não deliberativa. Em discurso, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Roberta Namour)

Do Portal Vermelho 

Durante sessão no plenário do Senado, nesta segunda-feira (4), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) manifestou a posição do Comitê Central do partido, que emitiu resolução sobre a atual conjuntura política e econômica do país na qual defende a realização de um plebiscito como saída para derrotar o golpe.

“O tema central das discussões dos nossos debates é a necessidade de fortalecemos a bandeira de recuperação da democracia. E o único caminho possível é a realização de um plebiscito em que a população diga se quer ou não antecipar as eleições”, afirmou a senadora em discurso na tribuna.

“Essa proposta não é uma panaceia, mas concretamente descortina uma alternativa que dá resposta ao impasse a que o golpe empurrou o país. Tem apelo popular, pois, segundo as pesquisas, Temer também é rejeitado pela maioria da população e parte expressiva dela manifesta apoio a novas eleições. Portanto, tende a engajar múltiplos setores do povo nas jornadas pelo Fora Temer, em especial, a classe trabalhadora”, enfatizou.

Vanessa Grazziotin denunciou na tribuna as manobras do governo de Michel Temer (PMDB) para consumar o golpe, por meio de troca de votos por cargos e com a adoção de medidas lesivas ao país, como as privatizações, desnacionalizações de empresas e o desmonte do Estado, com a redução de investimentos em setores como saúde e educação.

“Não tenho dúvida de que a partir do momento que ficar claro para a maioria população brasileira – e acredito que já está ficando –, os verdadeiros objetivos desse governo interino, que é acelerar reformas estruturantes, mas reformas contrárias ao desenvolvimento soberano, ao desenvolvimento independente, aos projetos que melhoram a qualidade de vida da nossa gente, a população brasileira irá às ruas não só para dizer Fora Temer, mas para buscar também, na democracia, a saída para essa que uma das maiores crises pelas quais o Brasil já passou”, completou.

Ao final do discurso, o senador Paulo Paim (PT-RS), que presidia a sessão, também se manifestou favorável à proposta do plebiscito. “Concordo com a tese do plebiscito e por isso tem meu apoio.”

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