Zveiter classifica carta de Temer como “imprestável” e diz que vai devolvê-la

O deputado federal Sergio Zveiter (Podemos-RJ), relator na CCJ da primeira denúncia contra Michel Temer, anunciou durante discussão da segunda denúncia na comissão que irá devolver a carta que o peemedebista enviou a mais de 450 deputados dizendo ser alvo de uma "conspiração"; a carta foi considerada por Zveiter como “inadequada” e “imprestável”; "Essa carta, além de inadequada, é imprestável para o que acontece aqui na comissão e no plenário — discursou Zveiter, dizendo que entregaria a missiva ao seu assessor para que fosse até o Planalto devolvê-la  

Leitura do relatório pelo deputador Sergio Zveiter,que mantem a decisão do Conselho de ética da Câmara, pela cassação do deputado André Vargas. O deputado José Mentor pediu vistas do processo (Wilson Dias/Agência Brasil)
Leitura do relatório pelo deputador Sergio Zveiter,que mantem a decisão do Conselho de ética da Câmara, pela cassação do deputado André Vargas. O deputado José Mentor pediu vistas do processo (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: José Barbacena)

Brasília 247 - O deputado federal Sergio Zveiter (Podemos-RJ), relator na CCJ da primeira denúncia contra Michel Temer, anunciou durante discussão da segunda denúncia na comissão que irá devolver a carta que o peemedebista enviou a mais de 450 deputados dizendo ser alvo de uma "conspiração". A carta foi considerada por Zveiter como “inadequada” e “imprestável”.

Em julho, Zveiter apresentou parecer pedindo a investigação das acusações de corrupção passiva contra Temer. O deputado sofreu retaliação e teve que mudar do PMDB. Agora, a mesma CCJ analisa a denúncia de que Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) fizeram parte de uma organização criminosa e praticaram obstrução à Justiça.

"Temer lança uma tese de conspiração desviando o cerne de discussão, que é a existência ou não de indício da pratica de organização criminosa sob alegação de uma suposta conspiração. Não sei a real intenção (da carta). Se foi para se defender, não foi o caminho adequado. Se foi para marcar posição, não posso aceitar. Essa carta, além de inadequada, é imprestável para o que acontece aqui na comissão e no plenário", discursou Zveiter, dizendo que entregaria a missiva ao seu assessor para que fosse até o Planalto devolvê-la.

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