Bancada do PT repudia ação movida por ACM Neto contra deputado por crítica ao seu governo

Deputado estadual Robinson Almeida foi condenado a 1 ano e 9 meses de prisão por calúnia e difamação por ter feito críticas ao prefeito de Salvador. A bancada do PT na Câmara diz que a atitude de ACM Neto lembra a de seu aliadio, Bolsonaro, que persegue seus opositores

(Foto: Agência Câmara | Câmara Municipal de Salvador)

247 - A bancada do PT na Câmara divulgou nota em repúdio à ação judicial movida pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, contra o deputado estadual Robinson Almeida, considerada pelos parlamentares como uma “tentativa de cerceamento de liberdade de opinião”. 

Robinson Santos Almeida foi condenado pela justiça a 1 ano, 9 meses e 23 dias de prisão por calunia e difamação contra o prefeito de Salvador e a mãe dele, a presidente de honra da ONG Parque Social, Rosário Magalhães. 

Em março de 2018, o deputado estadual do PT fez uma  postagem no Facebook acusando ACM Neto de repassar indevidamente para a mãe R$ 2,8 milhões de verba do município para beneficiar o Parque Social. O parlamentar viu uma "inversão de prioridades" com o investimento. 

“É prática carlista, histórica, perseguir seus opositores e cercear o debate público, plural, sobre a cidade e o Estado, sempre que estão no poder. A Bahia viveu por décadas sob esse tipo de censura, em que o debate público sobre as prioridades de investimento e também de gestão da administração pública era silenciada, os opositores do carlismo perseguidos e cerceados”, afirma trecho da nota subscrita pelos deputados Afonso Florence, Jorge Solla, Joseildo Ramos, Nelson Pelegrino, Valmir Assunção, Waldenor Pereira e Zé Neto.

Leia íntegra da nota:

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados se solidariza com o deputado estadual Robinson Almeida, e vítima de uma tentativa de cerceamento de liberdade de opinião pelo prefeito da capital baiana, ACM Neto, que moveu uma ação judicial contra o parlamentar por criticar a inversão de prioridades da gestão carlista, que destinou em 2018 R$ 2,8 milhões para a ONG Parque Social e Empreendedorismo Social, presidida pela mãe de ACM Neto, Maria do Rosário Magalhães.  

É prática carlista, histórica, perseguir seus opositores e cercear o debate público, plural, sobre a cidade e o Estado, sempre que estão no poder. A Bahia viveu por décadas sob esse tipo de censura, em que o debate público sobre as prioridades de investimento e também de gestão da administração pública era silenciada, os opositores do carlismo perseguidos e cerceados.  

O povo baiano derrotou essa prática do coronelismo, e, em breve, a população de Salvador também derrotará aqueles que têm no DNA, como prática corriqueira, a cultura da censura, da perseguição e do autoritarismo.  

Repudiamos essa iniciativa, portanto, do prefeito ACM Neto, que se assemelha, não por acaso, às decisões de seu principal aliado, o presidente Jair Bolsonaro, que também tem como costume tentar intimidar, censurar e silenciar o debate público sobre o destino do país. Salvador, a Bahia e o Brasil vão derrotar esses que não tem apreço à divergência de ideias, a pluralidade de opiniões, atuam como censores e cultuam o autoritarismo como prática civilizatória. Confiamos que esta decisão, de primeira instância, será revista nas instâncias superiores.  

Afonso Florence
Jorge Solla
Joseildo Ramos
Nelson Pelegrino
Valmir Assunção
Waldenor Pereira
Zé Neto

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