CLA lança foguete e inicia operações em 2014

Esse foi o primeiro de uma série de lançamentos que serão feitos este ano pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com atividades com o FTB e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI); as operações prosseguirão nos próximos meses e a previsão é que no segundo semestre seja lançado o Veículo Lançador de Satélite (VLS), foguete que é considerado de grande porte

Esse foi o primeiro de uma série de lançamentos que serão feitos este ano pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com atividades com o FTB e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI); as operações prosseguirão nos próximos meses e a previsão é que no segundo semestre seja lançado o Veículo Lançador de Satélite (VLS), foguete que é considerado de grande porte
Esse foi o primeiro de uma série de lançamentos que serão feitos este ano pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com atividades com o FTB e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI); as operações prosseguirão nos próximos meses e a previsão é que no segundo semestre seja lançado o Veículo Lançador de Satélite (VLS), foguete que é considerado de grande porte (Foto: Itevaldo Junior)
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Maranhão 247 - O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) iniciou ontem as operações 2014 com o lançamento, durante a tarde, do Foguete de Treinamento Básico (FTB). Esse foi o primeiro de uma série de lançamentos que serão feitos este ano pelo CLA, com atividades com o FTB e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI). As operações prosseguirão nos próximos meses e a previsão é que no segundo semestre seja lançado o Veículo Lançador de Satélite (VLS), foguete que é considerado de grande porte.
O lançamento de ontem fez parte da Operação Falcão I/2014, iniciada na segunda-feira (10), e que envolveu mais de 100 profissionais diretamente, entre técnicos, engenheiros, entre outros profissionais. O objetivo da atividade foi o treinamento operacional do centro de lançamento, exercitando as principais funções de comunicação, telemetria, rastreamento e gerenciamento dos procedimentos de segurança e comandos para futuras operações.
Além do CLA, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) também participaram da operação de lançamento do FTB, que tinha o objetivo ainda de obter dados para a qualificação e certificação do foguete, além de informações que vão oferecer mais segurança nos próximos lançamentos.
Lançamento - O lançamento do FTB aconteceu por volta das 13h. O foguete, com 3,05 metros de comprimento e 68,3 kg, alcançou uma altitude de 32 quilômetros e permaneceu no ar por 165 segundos até cair no oceano, sem qualquer tipo de incidente. O foguete lançado ontem não continha experimentos científicos, servindo apenas para realizar o treinamento da equipe de profissionais.
Horas antes do lançamento, os engenheiros do CLA realizaram testes meteorológicos para saber se as condições do tempo estavam favoráveis para a operação. Para isso, quatro balões meteorológicos foram lançados para obter informações sobre a temperatura, a umidade do ar, direção e a velocidade dos ventos, além de outras condições atmosféricas que poderiam interferir no lançamento.
O diretor do CLA, coronel-engenheiro César Demétrio Santos, avaliou de forma positiva o lançamento do veículo na tarde de ontem. "Essa foi uma missão com êxito na qual testamos os sistemas operacionais. Foi uma maneira de manter o nosso efetivo em operação", disse.
Este ano, a previsão é que sejam lançados cinco foguetes de treinamento entre outros veículos suborbitais. No ano passado, o CLA encerrou as operações com um total de três lançamentos, número esse considerado reduzido pois houve problemas com a importação de materiais para a fabricação dos veículos, refletindo, dessa forma, na pouca quantidade de lançamentos.
VLS - Como parte das operações do CLA para este ano, a previsão é que no segundo semestre seja feito o lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS). No dia 22 de agosto de 2003, o VLS-1 explodiu por volta das 13h30 na base de Alcântara, três dias antes de seu lançamento, causando a morte de 21 pessoas. O acidente foi considerado um dos maiores do programa espacial brasileiro e, na época, teve uma grande repercussão, inclusive mundial.
Desde então, o CLA se prepara para voltar a realizar a atividade, fazendo testes com foguetes de treinamento básico e intermediário. Durante o acidente, a Torre Móvel de Integração (TMI), que possibilita o lançamento do Veículo Lançador de Satélites, foi totalmente destruída e outra teve de ser edificada no local.
De acordo com o diretor do CLA, futuramente serão feitos os primeiros testes com as redes elétricas que darão suporte nessa futura operação. Além disso, em breve também serão realizados os testes com os controles, telemetria e com a segurança do veículo. A TMI já foi concluída e hoje dispõe de uma tecnologia superior à que foi destruída durante a explosão em 2003, o que aumenta a segurança das operações de lançamento. "Foram vários sistemas implantados que dão uma segurança maior no momento do lançamento", destacou o coronel César Demétrio.

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