‘Desespero motiva censura’, diz deputado sobre ação de Flávio Bolsonaro para impedir que Globo divulgue informações

“Desespero de Flávio e censura inaceitável. Primeiro censuraram o [jornalista] Luís Nassif; agora censuraram a Globo...‘Passa boi passa boiada’”, recordou Márcio Jerry (PCdoB-MA)

(Foto: Michel Jesus - Agência Câmara)
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247 - O vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry (MA), atribuiu neste sábado (5) a ‘desespero’ a ação movida pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para impedir que a TV Globo veicule documentos relacionados ao suposto esquema de ‘rachadinha’ montado em seu gabinete, quando ele ainda atuava como deputado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na noite de ontem, a juíza Cristina Feijó expediu liminar estabelecendo a proibição da divulgação de informações sobre o caso pela emissora.

“Desespero de Flávio e censura inaceitável. Primeiro censuraram o [jornalista] Luís Nassif; agora censuraram a Globo...‘Passa boi passa boiada’”, recordou o parlamentar, referindo-se à decisão da Justiça do Rio que também impediu que o Jornal GGN divulgasse informações sobre irregularidades cometidas pelo Banco BTG Pactual, fundado pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes. 

Por meio de notas, diferentes associações ligadas aos profissionais de imprensa, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), reiteraram repúdio ao cerceamento do direito da sociedade de ser livremente informada. 

Esta semana, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), do Ministério Público Estadual do Rio, concluiu as investigações, também sigilosas, sobre o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Elas foram abertas em julho de 2018, depois que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) descobriu uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj e operador do esquema criminoso. 

Os possíveis crimes apontados pelo Ministério Público do Rio a Flávio e Queiroz são peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.

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