Diretor do Ibama não descarta que óleo no Nordeste seja do pré-sal

"Não há como descartar isso", respondeu Olivaldi Oliveira em audiência pública na Câmara, ao ser questionado sobre se havia essa possibilidade

Diretor do Ibama Olivaldi Oliveira
Diretor do Ibama Olivaldi Oliveira (Foto: REUTERS/Lucas Landau)

247, com RBA - O diretor de proteção ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges, afirmou nesta quarta-feira 30 que não descarta a hipótese de o óleo vazado no litoral do Nordeste ser do pré-sal. 

Depois das autoridades federais reafirmarem que o óleo vazado teria “DNA” venezuelano, Borges afirmou hoje que não se pode descartar que o petróleo seja oriundo do pré-sal brasileiro. “A Petrobras diz que há muito o que se analisar ainda em relação ao petróleo do pré-sal. A gente não pode descartar isso.”

“Não há a possibilidade de identificar as manchas que chegam à costa. O óleo está submerso”, explicou, em depoimento durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Ele insistiu na tese de que as manchas de óleo que navegam pelo oceano são impossíveis de rastrear por meio de satélites e sobrevoos, pois estariam se deslocando abaixo da superfície marinha. Ele diz que todos os protocolos mundiais para combate a ações desse tipo preveem o vazamento superficial. 

"Só encontramos quando chega à arrebentação, quando já está na praia”, disse. 

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