'Eduardo, você enlouqueceu?', perguntou Lobão

Em depoimento, lobista Júlio Camargo disse que o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), tentou dissuadir o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de cobrar US$ 5 milhões em troca de contrato na Petrobras; o episódio é narrado em denúncia apresentada pela PGR contra Cunha

Em depoimento, lobista Júlio Camargo disse que o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), tentou dissuadir o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de cobrar US$ 5 milhões em troca de contrato na Petrobras; o episódio é narrado em denúncia apresentada pela PGR contra Cunha
Em depoimento, lobista Júlio Camargo disse que o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), tentou dissuadir o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de cobrar US$ 5 milhões em troca de contrato na Petrobras; o episódio é narrado em denúncia apresentada pela PGR contra Cunha (Foto: Roberta Namour)
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247 – Em depoimento, o lobista Júlio Camargo disse em sua delação premiada que o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, tentou dissuadir o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a exigir o pagamento de aproximadamente US$ 5 milhões pela viabilização de contratos de navios-sonda firmados pela Petrobras.

O trecho de depoimento teria servido de base para a denúncia criminal da Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara. Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

De acordo com a acusação, no dia 31 de agosto de 2011, Júlio Camargo foi ao gabinete do então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para pedir uma “reunião urgente” com o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O tema seria os dois requerimentos da Câmara contra as empresas do grupo Samsung e Mitsui.

A reunião entre Camargo e Lobão aconteceu na Base Aérea do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, entre as 18h e as 19h, de acordo com a denúncia da PGR. "Isso é coisa do Eduardo", teria afirmado Lobão. Em seguida, diante de Camargo, o ministro teria telefonado para o deputado: "Eduardo, estou com o Júlio Camargo aqui do meu lado. Você enlouqueceu?".

Após a suposta reunião, Camargo teria relatado para Fernando Baiano a conversa com o então ministro. Segundo o texto da denúncia, ele disse que ouviu de Fernando Baiano: "Você pode falar com quem você quiser. Enquanto não pagar o que você deve, a pressão continuará cada vez maior".

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