Eleitores de Lula em zonas de pobreza extrema no Nordeste acreditam que auxílio emergencial é ação de Bolsonaro

Concessão do auxílio emergencial de R$ 600 à população devido a pandemia do novo coronavírus tem levado muitos eleitores de áreas extremamente pobres do Nordeste acreditarem que a iniciativa se deve exclusivamente ao governo jair Bolsonaro

(Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil)
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247 - A concessão do auxílio emergencial de R$ 600 à população para o combate da pandemia do novo coronavírus tem levado muitos eleitores de áreas extremamente pobres do Nordeste , que sempre votaram no PT, a apoiarem o governo Jair Bolsonaro. 

Segundo reportagem da revista Época, Guaribas, município a 660 quilômetros de Teresina (PI), que já foi considerado o mais pobre do país e por isso foi escolhido para servir de piloto para o programa Fome Zero, que depois foi transformado no Bolsa Família, é um exemplo desta mudança. Ali, somente 265 dos 4,4 mil habitantes não recebem o auxílio emergencial. 

Ainda conforme a reportagem, o Bolsa Família consolidou o PT na região e resultou na reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além das vitórias de Dilma Roussef em 2010 e 2014. Na última eleição presidencial, o então candidato do PT, Fernando Haddad , “colheu 97,99% dos votos na cidade, enquanto Jair Bolsonaro teve míseros 2,01%”, destaca a reportagem. 

“Outros municípios dessa região do sudoeste do Piauí também entregaram bons resultados para Haddad em 2018. Esse cinturão próximo às divisas com Bahia e Pernambuco, que por mais de uma década foi irrigado pelo dinheiro do Bolsa Família, agora está sendo inundado pelo auxílio emergencial distribuído pelo governo de Jair Bolsonaro. Em todos esses municípios onde o petismo reinou nas últimas eleições, ao menos 40% da população recebe a verba extra”, ressalta o texto assinado pelo jornalista Ullisses Campbell. 

Nestas áreas, o valor médio pago dos benefícios fica na casa dos R$ 700, mais de três vezes o benefício médio do Bolsa Família, de R$ 200. Este aumento no valor pago ajuda a entender a alta na aprovação do atual governo entre os que ganham até dois salário mínimos. Nesta camada da população, a aprovação passou de 22% para 29% ao longo deste ano. Quando se leva em consideração apenas o Nordeste, este índice passou de 20% para 27% nos últimos seis meses. 

Apesar de Bolsonaro afirmar que o auxílio é uma obra de sua gestão, O auxílio emergencial foi fruto de uma articulação  do Congresso Nacional, uma vez que a equipe econômica do governo Bolsonaro, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, defendia que o pagamento fosse de apenas R$ 200. 

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