Eliziane: 'debate sobre impeachment é realidade'

A deputada federal Eliziane Gama (Rede-MA) defendeu, no plenário da Câmara Federal, a autonomia do poder legislativo sobre eventual pedido de impeachment da presidente Dilma; na avaliação da parlamentar maranhense, é responsabilidade dos parlamentares dizer sim ou não ao processo; "Estamos hoje debatendo no Brasil, de forma muito intensa, o impeachment, que é hoje uma realidade. A decisão que recebemos agora do Supremo é frustrante, porque, de certa forma, permite a ingerência"

Eliziane Gama 
Eliziane Gama  (Foto: Leonardo Lucena)
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Blog da Silvia Tereza - A deputada federal Eliziane Gama (Rede-MA) defendeu, no plenário da Câmara Federal, a autonomia do poder legislativo sobre eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Na avaliação da parlamentar maranhense, é responsabilidade dos parlamentares dizer sim ou não ao processo.

Segundo a aliada da ex-ministra Marina Silva, o poder legislativo brasileiro precisa ter garantia de suas prerrogativas, porque uma das suas funções é fiscalizar. "Estamos hoje debatendo no Brasil, de forma muito intensa, o impeachment, que é hoje uma realidade. A decisão que recebemos agora do Supremo é frustrante, porque, de certa forma, permite a ingerência", alfinetou a maranhense.

Eliziane disse, no entanto, que a Rede Sustentabilidade, partido ao qual se filiou recentemente criado por Marina, só tomará decisão após análise rigorosa dos fatos, mas reafirmou que é necessária a abertura de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para iniciar o processo de investigação sobre as irregularidades.

Segundo a deputada, a Rede ainda não tem uma posição formada e fechada sobre o impeachment, mas defende a investigação, a formação de uma Comissão Especial para que todos os parlamentares – sejam da oposição ou da base do governo, possam ter o direito de fazer a sua opção de voto.

Submissão e chantagem

Eliziane Gama disse ainda que os deputados não podem ser submetidos a chantagens. Segundo ela, é preciso seguir processo semelhante ao adotado no governo Collor. "Não podemos admitir que a crise política brasileira seja instrumentalizada através das chantagens a que alguns parlamentares desta Casa acabam sendo submetidos. Fica o nosso pedido e torcida para que este Parlamento possa cumprir o seu papel", concluiu.

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