Em primeiro evento público após se recuperar do coronavírus, Bolsonaro fica sem máscara em aglomeração no Piauí

Demonstrando novamente não respeitar recomendações de autoridades de saúde na pandemia da Covid-19, Jair Bolsonaro visitou, sem máscara, o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), onde montou em um cavalo numa aglomeração. Também apertou a mão de apoiadores

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - Jair Bolsonaro chegou ao aeroporto de São Raimundo Nonato, a 523 km de Teresina (PI), na manhã desta quinta-feira (30), para participar de uma cerimônia em um município da Bahia e depois voltou ao Piauí para visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara, onde montou em um cavalo numa aglomeração de apoiadores e tirou a máscara que usava no rosto. Foi o primeiro evento público dele após se recuperar do coronavírus, que ele disse ter sido diagnosticado no dia 7 de julho. 

Demonstrando novamente falta de preocupação com recomendações de autoridades de saúde, Bolsonaro tocou na mão de apoiadores. Pegou um microfone que foi estendido a ele e falou com a multidão.

De acordo com decreto do governo do Piauí, comandado por Wellington Dias (PT), válido desde 13 de julho, é obrigatório o uso de máscaras em todo o território piauiense. Em eventual descumprimento a multa varia de R$ 500 a R$ 1 mil – em caso de reincidência - para pessoa física.

Bolsonaro participou de vários atos este ano sem máscara e em meio a aglomerações. Autoridades de saúde, no entanto, pedem o distanciamento social para diminuir a propagação da Covid-19. 

Uma reportagem da agência Reuters apontou que o Brasil atravessa o "momento de maior disseminação do coronavírus e registra a mais elevada média de mortes por dia".

"Com restaurantes, bares, academias e shoppings abertos, o coronavírus encontrou terreno fértil para avançar pelo país, que registrou na semana passada seu maior número de casos semanais desde o início da pandemia: 319.653 infecções, uma alta de 36% em comparação com os 235.010 da semana anterior", disse a reportagem (veja aqui).

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking global de confirmações (2,5 milhões) e mortes (90 mil) provocadas pelo coronavírus. 

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