Fiocruz dará apoio para monitorar riscos à exposição de óleo vazado no Nordeste

Em nota, a Fundação Osvaldo Cruz diz oferecer apoio técnico-científico e estrutura a órgãos de Saúde do Estado para apoiar as populações atingidas no cuidado, monitoramento e assistência diante dos riscos a que estão expostas

(Foto: REUTERS/Lucas Landau)

247 - A Fundação Oswaldo Cruz anunciou em nota que está oferecendo ao Ministério da Saúde e ao SUS estrutura técnico-científica e de pessoal para acompanhar os riscos à exposição do óleo vazado em todo o litoral do Nordeste.

A entidade informa que as primeiras manchas de petróleo surgiram em 30 de agosto e que até o momento, 268 locais em 94 municípios, nos nove estados da região, foram atingidos, provocando um "desastre ambiental extensivo".

"Chama a atenção o fato de que os dados divulgados sobre os locais atingidos apontam para situações e níveis de contaminação diversos: diferentes grupos populacionais, como  militares e defesa civil, pescadores e marisqueiras, voluntários, entre outros, estão expostos aos riscos de contaminação, seja pela inalação, pelo contato dérmico ou pela ingestão de alimentos  contaminados", detalha a Fiocruz.

A Fundação coloca à disposição do governo, para acompanhamento nas próximas semanas, de acordo com o comunicado:

- Apoio estratégico ao MS e SUS na participação do setor saúde na resposta ao desastre; 

- Disponibilização da competência técnico‐científica e infraestrutura da instituição; 

- Instituição de Sala de Situação no âmbito da Presidência da Fiocruz, com envolvimento das direções dos institutos e unidades  da Região Nordeste, em apoio ao Centro de Operações de Emergência (COE ‐Petróleo), do Ministério da Saúde; 

- Suporte técnico‐científico aos governos e sociedade dos estados atingidos; 

- Apoio às populações atingidas no cuidado, monitoramento e assistência diante dos riscos a que estão expostas.

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