Flávio Dino publica documentos para negar supostas ilegalidades

Após o governador Flávio Dino aparecer na lista do ministro do STF Edson Fachin, o PCdoB-MA afirmou que a Operação Lava Jato caminha “numa cruzada político-ideológica que atropela as Leis e a Constituição”; a sigla diz que o chefe do executivo é "vítima de citação injusta por suposta prática ilícita que jamais cometeu"; no Twitter, Dino publicou documento reforçando que não foi autor do projeto e que não apresentou parecer à proposta que vetava a aplicação no Brasil de leis estrangeiras que afetem o comércio internacional; segundo a acusação, ele teria recebido dinheiro da Odebrecht para ajudar na aprovação do projeto; veja na matéria

Presidente da Embratur, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre a redução dos preços dos hotéis no RJ para o Rio+20
Presidente da Embratur, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre a redução dos preços dos hotéis no RJ para o Rio+20 (Foto: Leonardo Lucena)

Maranhão 247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino, publicou em seu Twitter documentos para desmentir a acusação de que teria recebido R$ 400 mil da Odebrecht para ajudar na aprovação de um projeto que vetava a aplicação no Brasil de leis estrangeiras que afetem o comércio internacional. A empresa não queria que leis americanas que proíbem investimentos em Cuba fossem adotadas no Brasil. O chefe do executivo está na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

"O justo propósito de investigar crimes muitas vezes atinge injustamente pessoas inocentes. É o meu caso. Tenho consciência absolutamente tranquila de jamais ter atendido qualquer interesse da Odebrecht, nos cargos que exerci nos 3 Poderes", disse ele. "Repito: basta ir no site da Câmara. Projeto de lei é de autoria de 32 deputados de 9 partidos. Não me incluo nessa lista de autores. Fui designado Relator do projeto sobre proteção de investimentos em Cuba contra Estados Unidos. Mas jamais apresentei parecer, voto, nada", acrescentou.

Flávio Dino afirmou que, se um dia houver uma investigação contra ele, "vão encontrar o de sempre: uma vida limpa e honrada". "Tenho absoluta certeza de que a verdade vai prevalecer, separando-se o joio do trigo. Inevitável a indignação por ser citado de modo injusto sobre atos que jamais pratiquei. Mas infelizmente faz parte da atual conjuntura", continuou.

Em delação premiada, José de Carvalho Filho, da Odebrecht, afirmou que a empreiteira tinha interesse na aprovação do projeto de lei 2.279, de 2007, Segundo o delator, a lei "atribuía segurança jurídica a investimentos do grupo Odebrecht".

Filho disse que a empresa pagou R$ 400 mil para a campanha do então deputado federal Flávio Dino, em 2010, para o governo do Maranhão, como uma forma de obter apoio para a aprovação do projeto, da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-MA).

PCdoB-MA: acusação é irreal

O PCdoB-MA divulgou nota em solidariedade a Dino. De acordo com a legenda, a Operação Lava Jato caminha “numa cruzada político-ideológica que atropela as Leis e a Constituição”. [

O partido afirmou que Dino é "vítima de citação injusta por suposta prática ilícita que jamais cometeu". "A acusação descabida realça aos olhos do Maranhão e do Brasil os excessos da chamada Operação Lava Jato, que no correto combate à corrupção infelizmente se transforma, em muitos aspectos, numa cruzada político-ideológica que atropela as Leis e a Constituição", diz a nota.

"A acusação feita ao governador Flávio Dino é totalmente sem sentido, irreal. Ele jamais relatou o projeto de lei citado como também jamais recebeu qualquer contribuição da empresa Odebrecht. Da fraqueza da denúncia emerge forte e cristalina a verdade: Flávio Dino, uma vida limpa e honrada", finaliza.

 

 

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