Luciana Santos: um governo retrógrado nos costumes, autoritário na política e ultraliberal na economia

Vice-governadora de Pernambuco resumiu a composição do governo Bolsonaro e sua chegada ao poder durante fala no Encontro do 247 em Olinda; “Bolsonaro não era o candidato das elites do Brasil, ele passou a ser porque ficaram sem alternativa, o candidato mesmo o Geraldo Alckmin”, destacou; assista

 247 - A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB-PE), falou no 4º Encontro de Assinantes do 247 sobre a composição do governo do presidente Jair Bolsonaro e como foi a chegada deste ao poder. Ela explicou que Bolsonaro não era o candidato inicial da elite do Brasil e disse que a base do presidente se divide em quatro polos.

Luciana Santos explicou que, por se tornar a única alternativa viável, Bolsonaro acabou se tornando a opção das elites para ocupar o Planalto. “Bolsonaro não era o candidato das elites do Brasil, ele passou a ser porque ficaram sem alternativa, o candidato mesmo o Geraldo Alckmin. O Bolsonaro passou a ser porque conseguiu encorpar, embora não seja, o antissistema, ele encorpou o antissistema sendo ele o sistema e a velha política, a expressão mais cabal do antissistema e da velha política e do que há de mais retrógrado no pensamento brasileiro”.

A vice-governadora de Pernambuco disse ainda que nos seis meses de governo que se passaram, este mostrou ter uma agenda de retiradas de direitos. “Nós temos um governo retrógrado nos costumes, autoritário na política e ultraliberal na economia. No que diz respeito a ser autoritário na política, o autoritarismo é irmão do obscurantismo, o autoritarismo só se impõe no obscurantismo. Essa tem sido a agenda desses seis meses, a agenda de retirada de direitos, de um governo que ainda não saiu do palanque porque acha que esse é o caminho pela governabilidade”.  

Ela explicou que o governo se divide em quatro núcleos: militares, toga, banca e o “clã”. “Eles têm quatro polos de centros de governo, os militares, o polo da toga, representado pelo ministro Sérgio Moro, o polo da banca, que é a representação do Paulo Guedes no governo, e eles têm o polo do clã, que é o próprio Bolsonaro, o 01, 02 e 03 e o ideólogo deles, Olavo de Carvalho, que diz que a Terra é plana”. 

Segundo Luciana Santos, o clã Bolsonaro, composto pelo presidente e seus filhos, Carlos, Eduardo e Flávio, é a parte mais autoritária e agressiva do governo. “Esse clã é a parte mais autoritária do governo, esse clã é a parte mais agressiva do governo. Muitas vezes se diz: ‘ele é maluco’, não, eles fazem isso porque têm uma estratégia, eles vão confrontar, querem falar para esses 25% desse núcleo duro, essa base raíz dele, que é uma base de um pensamento que existe na sociedade, a base conservadora, essa base que precisa desse tipo de coisa, que ele se afaste cada vez mais da institucionalidade e vá para cima do Congresso e Supremo”. 

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