Márcio Jerry: “Braide debocha dos cidadãos de São Luís ao mentir sobre processo”

Deputado federal do PCdoB do Maranhão se refere a uma denúncia publicada pela Folha de S.Paulo neste fim de semana envolvendo Eduardo Braide (Podemos), candidato a prefeito de São Luís que tem apoio de Jair Bolsonaro

(Foto: Michel Jesus - Agência Câmara)
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247 - O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) comentou nesta segunda-feira (9) a polêmica envolvendo Eduardo Braide (Podemos), candidato à prefeitura de São Luís, no Maranhão, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal em um processo que apura desvio em licitações, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo.

“O candidato Braide debochou dos cidadãos e cidadãs de São Luís ao mentir sobre processo em que é investigado por suspeita de corrupção. Mentiu! E quem mente não merece confiança para ser prefeito”, declarou Jerry.

A reportagem da Folha apresenta um documento sigiloso de 2019 em que o procurador Ronaldo Meira de Vasconcellos Albo classifica Braide como investigado em um despacho do desembargador Olindo de Menezes (do TRF-1). No documento, Albo determina que o caso seja enviado para o Supremo e uma procuração do próprio Eduardo Braide constituindo defesa nos autos do inquérito.

A suspeita é de que o crime de corrupção ocorreu entre os anos de 2011 a 2014, quando o candidato era deputado estadual. “Descobrimos que Braide constituiu advogado para defendê-lo em processo que ele diz não existir. Sua máscara caiu! Ainda bem que os eleitores de São Luís tiveram a tempo a informação correta sobre quem é o candidato Braide”, completou Márcio Jerry.

Censura

Também nesta segunda, a juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 76ª Zona Eleitoral do Maranhão, acatou o pedido de Braide e censurou a publicação da Folha que revelava o documento do Ministério Público citando o político como investigado.

O jornal prometeu recorrer na justiça, alegando que a ordem viola o exercício da garantia constitucional que assegura a liberdade de imprensa e o acesso à informação. “A censura é intolerável, e vamos tomar providências para que a decisão seja revista”, disse Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha.

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