Murad teria cobrado propina de 30% sobre contratos de empresas

É grave a acusação revelada em interceptação telefônica feita pela Polícia Federal que flagrou um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido este mês no estado de São Paulo, dizendo a um homem identificado como Joy que Ricardo Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde; a casa de Murad foi alvo de apreensões por parte da PF (foto à dir.)

É grave a acusação revelada em interceptação telefônica feita pela Polícia Federal que flagrou um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido este mês no estado de São Paulo, dizendo a um homem identificado como Joy que Ricardo Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde; a casa de Murad foi alvo de apreensões por parte da PF (foto à dir.)
É grave a acusação revelada em interceptação telefônica feita pela Polícia Federal que flagrou um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido este mês no estado de São Paulo, dizendo a um homem identificado como Joy que Ricardo Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde; a casa de Murad foi alvo de apreensões por parte da PF (foto à dir.) (Foto: Leonardo Lucena)

247, com Blog do John Cutrim - É grave a acusação revelada em interceptação telefônica feita pela Polícia Federal que flagrou um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido este mês no estado de São Paulo, dizendo a um homem identificado como Joy que Ricardo Murad cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde.

Com a morte de José Inácio, a Polícia Federal não o pode chamar em depoimento para confirmar a revelação feita.

Só que além deste delito, pesam sobre Ricardo Murad outras denúncias. A Polícia Federal considera Murad como ‘mentor e comandante de organização criminosa’ que desviou pelo menos R$ 1,2 bilhão da Saúde do Maranhão. Mais de R$ 200 milhões em recursos federais do Fundo Nacional de Saúde (FNS) foram parar em campanhas eleitorais no Maranhão.

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), a Secretaria de Saúde enviava recursos para a ICN e a Bem Viver, entidades responsáveis por gerir hospitais e unidades de saúde. Uma parte do dinheiro, no entanto, era destinada a empresas que existiam somente no papel. Em outras palavras, a terceirização de serviços na Saúde, sob o comando de Murad, tinha como finalidade a fuga dos controles da lei de licitação, facilitando o desvio de verba pública

Segundo as investigações, quatro empresas de fachada receberam cerca de R$ 57 milhões da ICN e da Bem Viver entre 2010 e 2013. Duas delas são a Tomaz Resgate e a Tomaz M. Guimarães Junior & Cia, de São Luís. As duas empresas faturaram R$ 37,4 milhões em quase quatro anos e representaram o segundo maior faturamento entre todas as empresas contratadas pela ICN e pela Bem Viver na gestão Murad.

A operação apontou que um grupo de empresas beneficiadas com dinheiro público supostamente desviados da Saúde basteceu 61 campanhas eleitorais no Maranhão. Segundo as investigações, uma auditoria indica que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 114 milhões. A esposa de Murad e a filha do casal, a deputada Andrea Murad, também foram beneficiados, apontou a PF.

A Justiça Federal apreendeu o passaporte do ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad (PMDB). A pedido da Polícia Federal, o juiz federal Roberto Veloso também proibiu o cunhado da ex-governadora Roseana Sarney de deixar a capital do estado, São Luís. O peemedebista nega as acusações.

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